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Vale quebra sequência de 3 altas e cai, Petrobras opera instável e BRF cai 2% com anúncio do governo

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

Petrobras (PETR3, R$ 15,14, -0,13%;PETR4, R$ 14,56, +0,76%)
As ações da Petrobras operam instáveis nesta sessão, assim como os preços do petróleo no mercado internacional, que perdem força neste momento. Lá fora, os contratos do petróleo Brent praticamente zera os ganhos (+0,04%), a US$ 52,44 o barril; e os contratos do WTI sobem 0,53%, a US$ 49,77 o barril. 

No radar, a empresa informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não pretende prosseguir com o processo de venda dos campos de Baúna e Tartaruga Verde, confirmando o que publicou a Reuters mais cedo nesta quarta-feira.

Já segundo a colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo,  alguns acionistas da Petrobras estão reclamando do descumprimento de regras da Lei das SAs. Diz a lei que o não pagamento de dividendos por três anos dá direito a voto no conselho para quem possui ações preferenciais. Consultada, a CVM explica que este assunto foi abordado pela autarquia em 2015, em consequência de dois pedidos de interrupção de assembleias. Ambos foram negados com base na Lei do Petróleo. A conversão permitiria diluição do controle da União, o que a lei não permite.

Por fim, a coluna do Broad destaca que a Petrobras deu o “start” nas tratativas de uma nova captação de bônus no exterior, que deverá se desenrolar na semana que vem. Bancos e assessores já foram contratados. Volume e prazo de vencimento dos papéis, contudo, ainda são desconhecidos. Mas da última vez que acessou esse mercado, a empresa deixou de lado o plano de emitir bônus de 30 anos. Em janeiro, a Petrobrás captou US$ 4 bilhões ao prazo de cinco e dez anos.

Vale (VALE3, R$ 29,91, -0,66%; VALE5, R$ 28,58, -0,63%)
As ações da Vale quebram uma sequência de três altas e caem nesta sessão. O movimento acompanha os preços do minério de ferro: a commodity negociada com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao caiu 0,57% nesta sessão, a US$ 81,78 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian recuaram 0,53%, a 559 iuanes. 

As ações da Bradespar (BRAP4, R$ 22,09,  -0,54%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 11,02, -0,36%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,08, -0,78%), CSN (CSNA3, R$ 9,54, -1,65%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,43, -0,23%) também operam no negativo neste pregão. 

BRF (BRFS3, R$ 38,19, -1,75%)
As ações da BRF lideram as perdas do Ibovespa. Segundo cálculos do BTG Pactual e Itaú BBA, a empresa será a mais afetada no setor de alimentos pela reoneração da folha de pagamento. Os analistas estimam um impacto no Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado da empresa para 2018 de cerca de 4% (veja mais aqui). No resultado anualizado, isso representará um corte de cerca de R$ 265,8 milhões, apontam os analistas do Itaú BBA. 

WEG (WEGE3, R$ 17,65, +1,09%)
A Weg fechou contrato para construir complexo solar de R$ 450 milhões. A empresa concluiu a assinatura de um contrato com o fundo dinamarquês Nordic Power Partners para a construção de um complexo solar de 90 MW no Brasil, disse João Paulo Gualberto da Silva, diretor de novas energias da Weg.

O complexo solar exige investimentos de aproximadamente R$ 450 milhões, segundo Rafael Brandão, sócio da Rio Alto, que detém participação minoritária no projeto. “Esse é um passo importante para a Weg pois é a entrada da empresa no mercado regulado de energia solar”, disse Silva. “Não somos mais somente uma fornecedora de produtos, mas vamos fornecer as linhas de transmissão, as subestações, os inversores e vamos construir o parque completo.”

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 19,49, +0,72%)
Após a fusão, a BM&FBovespa-Cetip anunciaram a nova marca, B3-Brasil, Bolsa, Balcão. A "B3 chega para potencializar oportunidades de negócios em um ambiente de mercado dinâmico, desafiador e competitivo em escala global”, segundo comunicado publicado nos principais jornais e no website da companhia. Em comunicado enviado à CVM, BM&FBovespa convoca AGO e AGE para 28 de abril, às 11h. Entre os assuntos a serem tratados na AGE está deliberar sobre a alteração da denominação social da companhia para “B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão". 

Oi (OIBR4)
As ações da Oi ainda não abriram neste pregão, mas sinalizam no leilão da BM&FBovespa queda de 3%. No radar, duas notícias sobre a empresa.

O jornal O Estado de S. Paulo informa que o Conselho da Anatel pretende abrir processo para cassar a concessão de telefonia fixa da Oi. Já há consenso entre os conselheiros a favor da instauração do procedimento de caducidade, depois que eles analisaram dados da área técnica que apontam a falta de capacidade de investimento da empresa. A previsão é de que o debate seja feito pela Anatel nos próximos dias, mas, se aberto o processo, ele deve levar alguns meses até a decisão final. A operadora poderá apresentar sua defesa e, se punida, recorrer à Justiça sem paralisar suas atividades. 

Já o jornal Folha de S. Paulo informa que a intervenção do governo na Oi  poderá ocorrer já na próxima semana. O alto escalão da Caixa, do Banco do Brasil, da Casa Civil e do Ministério das Comunicações manifestou desagrado em relação ao pouco engajamento dos principais acionistas da operadora para resolver o impasse na empresa. A avaliação é que, apesar de consequências negativas de uma intervenção, ela seria melhor do que pegar uma companhia ainda mais devastada adiante.

PDG (PDGR3)
As ações da PDG Realty ainda não abriram, mas sinalizam queda de 4% após balanço. A incorporadora, que está em recuperação judicial, anunciou prejuízo líquido de R$ 2,440 bilhões no quarto trimestre de 2016, 23,9% pior do que o valor de R$ 1,969 bilhão no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2016, o prejuízo aumentou em 92%, para R$ 5,307 bilhões, de R$ 2,764 bilhões em 2015.

A receita líquida da companhia foi de R$ 72 milhões no período, queda de 44,7% sobre o quarto trimestre de 2015. No ano, a queda foi de 86%, para R$ 247,229 milhões, ante receita de R$ 1,824 bilhão em 2015. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou negativo em R$ 2,251 bilhões, 51% menor que o de R$ 1,491 bilhão também negativo no quarto trimestre de 2015.

Em 2016, a empresa teve Ebitda negativo de R$ 4,422 bilhões, 165% maior que o de R$ 1,664 bilhão também negativo em 2015. A margem Ebitda não foi divulgada em nenhum dos períodos (trimestre ou anual). No quarto trimestre, as despesas financeiras líquidas foram de R$ 287 milhões, 7% acima do mesmo intervalo do ano anterior, ao passo que em 2016 as despesas financeiras totalizaram R$ 932 milhões, redução de 3% sobre 2015.

Prumo Logística (PRML3, R$ 9,07, +2,37%)
A controladora EIG manifestou intenção em prosseguir com a OPA para a aquisição de ações em circulação, para cancelamento de registro da Categoria A da Prumo, bem como saída do segmento especial de listagem do Novo Mercado, segundo comunicado. O preço por ação na oferta foi elevado de R$ 10,51 para R$ 10,53 “em razão de determinadas revisões ao Laudo de Avaliação feitas pelo avaliador de acordo com solicitações feitas pela BM&FBovespa”.

Duratex (DTEX3, R$ 9,33, +0,32%) e Eucatex (EUCA3, R$ 3,45, -0,83%)
Depois de subirem mais de 5% ontem (veja aqui), as ações da Duratex e Eucatex têm pregão mais ameno nesta sessão. Na quarta-feira, esses papéis reagiram à aprovação, em Plenário da Câmara dos Deputados, da Medida Provisória (MP) 751/16, que cria o Programa Cartão Reforma, voltado para subsidiar a compra de materiais de construção destinados à reforma, à ampliação, à promoção da acessibilidade ou à conclusão de obras em imóveis de famílias de baixa renda.

Os deputados aprovaram o texto da relatora na comissão mista, senadora Ana Amélia (PP-RS), estabelecendo que terão direito ao benefício do cartão as famílias com renda mensal de até R$ 2,8 mil. A proposta do governo previa acesso ao cartão para as famílias com renda mensal de R$ 1,8 mil. 

O texto agora segue para o Senado Federal, que terá até o dia 19 de abril para discutir e votar a matéria. No entanto, se ela for alterada pelos senadores, dependerá ainda de nova votação na Câmara antes de findar esse prazo. Se isso não ocorrer, a medida perderá a eficácia. 

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