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BB é elevado pelo JP Morgan, holding da Vale reverte prejuízo de quase R$ 2 bi e mais 4 balanços são destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (21)

Banco do Brasil - Bloomberg
(Jean-Pierre Pingoud/Bloomberg News)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é bastante movimentado nesta terça-feira (21), com destaque para 5 balanços, além de recomendações, com destaque para a elevação de recomendação do JPMorgan pelo Banco do Brasil. Além disso, a Vale teve seu rating elevado pela Moody's, enquanto a Fitch manteve as notas da Lojas Americanas e B2W. Confira os principais destaques desta terça-feira (21):

Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil teve a recomendação elevada para overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 39,00 por ação. 

Vale (VALE3; VALE5)
A agência de classificação de riscos Moody's elevou nesta segunda-feira o rating da mineradora Vale para Ba2, ante Ba3 anteriormente, com perspectiva positiva, citando o aumento da resiliência operacional e da liquidez geral da empresa.

Segundo a Moody's, a empresa teve uma "recuperação substancial das métricas de crédito" em 2016, apoiada por melhorias no perfil de produção da companhia e por sua estrutura de baixo custo, além de disciplina financeira em relação aos investimentos e dividendos.

"A recuperação das métricas de crédito é também uma consequência do aumento dos preços das commodities, em especial do minério de ferro, que cresceu 81 por cento para fechar 2016 a 78,9 dólares/tonelada", afirmou a Moody's, em um comunicado.

A agência destacou que a mineradora, maior produtora global de minério de ferro, tomou uma série de iniciativas para reduzir alavancagem, incluindo a venda de ativos não essenciais. "Esperamos que a alavancagem da Vale declinará ainda nos próximos 12-18 meses... uma vez que a empresa continua adotando medidas de redução de custos e de capex", afirmou.

Ainda segundo o documento, a Moody's explicou que a classificação de risco da Vale reconhece a abordagem mais focada e disciplinada da empresa para o desenvolvimento de projetos, alocação de capital, redimensionamento de sua carteira de ativos e foco na redução de custos. De acordo com a agência, as medidas posicionam a empresa para resistir à volatilidade nos preços dos seus principais produtos.

EzTec (EZTC3)
A construtora e incorporadora Eztec apresentou lucro líquido de R$ 69,038 milhões no quarto trimestre de 2016, queda de 34% em relação ao mesmo período de 2015. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 57,521 milhões, retração de 37% na comparação entre os mesmos períodos. A margem Ebitda diminuiu 2,9 pontos porcentuais, para 38,0%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 151,437 milhões entre outubro e dezembro de 2016, baixa de 33%. O resultado financeiro da companhia foi positivo em R$ 16,932 milhões, queda de 20,3% na comparação entre os trimestres.

Em sua apresentação de resultados, a Eztec atribuiu a queda na lucratividade à retração no faturamento devido ao menor volume de lançamentos e vendas, bem como ao impacto dos distratos. A companhia também citou a dificuldade de redução de despesas operacionais, sobretudo as comerciais, seja pela necessidade de realização de campanhas de vendas, seja pelas despesas com manutenção de unidades em estoque.

Como a incorporadora mantém caixa liquido e financia a compra de apartamentos pelos clientes, o lucro líquido (acrescido do recebimento de juros) é maior do que o lucro operacional.

De acordo com o BTG Pactual, o resultado veio bem forte e acima das expectativas em todas as linhas (receita mais alta, margem maior e também um ganho extraordinário na venda de terreno por R$ 29 milhões). O único ponto negativo, aponta o BTG, foi a pequena queima de caixa, por conta de aquisição mais forte de terrenos no trimestre. Os analistas seguem com recomendação de compra para os ativos. 

Bradespar (BRAP4)
A Bradespar, holding de investimentos que possui participação na Vale e CPFL, reverteu prejuízo de R$ 1,98 bilhão no quarto trimestre de 2015 para um lucro líquido de R$ 53,13 milhões nos últimos três meses do ano passado. No ano passado, o lucro foi de R$ 629,3 milhões, ante prejuízo de R$ 2,59 bilhões em 2015. Os valores são atribuíveis aos acionistas controladores, base para distribuição de dividendos.

O resultado de equivalência patrimonial saiu de negativo em R$ 1,94 bilhão no quarto trimestre de 2015 para positivo em R$ 89,3 milhões no mesmo período do ano passado. Em 2016, a equivalência patrimonial foi positiva em R$ 783,5 milhões, também revertendo um desempenho negativo no ano anterior — de R$ 2,47 bilhões. A receita operacional foi de R$ 100,95 milhões nos últimos três meses de 2016, ante resultado negativo de R$ 1,94 bilhão no mesmo período de 2015, e de R$ 805,94 milhões em 2016, ante perda de R$ 2,45 bilhões em 2015.

Metal Leve (LEVE3)
O lucro líquido da Metal Leve caiu 94% na comparação anual, para R$ 2,8 milhões na base ajustada. Já a receita líquida de vendas foi para R$ 518,6 milhões, queda
de 7,5% na base anual, disse a empresa em comunicado ao mercado. O Ebitda ajustado foi de R$ 43,5 milhões, queda de 34,5% na base anual. A margem Ebitda ajustada foi de 8,4%, queda de 3,4 pontos percentuais ante os 11,8% do mesmo período de 2015. 

O Bradesco BBI aponta que os resultados “fracos” devido a “volumes mais fracos, maiores provisões para contingências trabalhistas e impacto da apreciação do real nas margens”.

Qualicorp (QUAL3)
A Qualicorp encerrou o quatro trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 78,4 milhões, uma alta de 27,6% ante os R$ 61,4 milhões de um ano antes. No acumulado do ano, por sua vez, o lucro avançou 74,6%, passando de R$ 240,9 milhões para R$ 420,6 milhões.

A receita líquida da companhia subiu 10,8% no quarto trimestre, fechando em R$ 515,5 milhões, enquanto no anualizado o resultado ficou em R$ 1,96 bilhão, um avanço de R$ 13,5%. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 200,6 milhões - alta de 27,5% em um ano - e em R$ 789,1 milhões em 2016 - 16,7% maior que no ano anterior.

O Itaú BBA espera reação neutra a resultados “sólidos e em linha”; “embora a empresa tenha mantido a tendência de adições líquidas orgânicas negativas, apresentou um forte crescimento no Ebitda e linhas de lucro líquido, impulsionado principalmente por uma redução significativa nas despesas comerciais”. O  Santander, por sua vez, espera reação ligeiramente positiva a resultados com níveis relativamente controlados de taxas de churn e inadimplência’’. 

Direcional (DIRR3)
A Direcional encerrou o quatro trimestre de 2016 com prejuízo líquido de R$ 64,81 milhões, revertendo um lucro de R$ 30,82 milhões um ano antes. No acumulado do ano, por sua vez, a companhia também reverteu o lucro, que foi de R$ 123,64 milhões em 2015, para prejuízo de R$ 11,86 milhões.

A receita líquida da companhia caiu 36% no quarto trimestre, fechando em R$ 254,5 milhões, enquanto no anualizado o resultado ficou em R$ 1,36 bilhão, uma queda de R$ 13,5%. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 42,83 milhões - ante Ebitda positivo de R$ 62,29 milhões nos três últimos meses de 2015 - e R$ 87,90 milhões em 2016 - 65,8% menor que no ano anterior.

O Itaú BBA espera reação negativa; “esperávamos que a Direcional divulgasse um dos piores resultados do setor no quarto trimestre de 2016, mas a companhia mostrou um prejuízo líquido mais pesado devido a itens extraordinários (R$ 56 mi)
relacionados a revisões de orçamento em projetos do nível 1 do MCMV e maiores provisões”. Após o balanço, o Bradesco BBI cortou a recomendação para as ações para neutra. 

Minerva (BEEF3
A Minerva Foods, uma das maiores empresas de produção e comercialização de carne in natura do país, aprovou nesta segunda-feira programa de recompra de até 10 por cento das ações em circulação da companhia.

O programa envolverá até 9.247.149 ações ordinárias e se encerra em setembro de 2018. As ações da Minerva encerraram nesta segunda-feira em queda de 7,4 por cento, a 9,34 reais.

Natura (NATU3)
A Natura anunciou nova estrutura para agilizar implementação de estratégia.  “A companhia passará a ter uma nova estrutura organizacional, para buscar agilizar a implementação da sua estratégia”. informou a companhia.  “No Brasil teremos unidades de negócios distintas para cada canal de vendas, com o objetivo de colocar foco na venda direta e, ao mesmo tempo, dar autonomia e agilidade aos demais canais”. 

Erasmo Toledo vai liderar a Venda Direta do Brasil, “responsável pela revitalização do nosso principal modelo de negócio”.  Agenor Leão será responsável pelos Negócios Online, “que reúne as Consultoras Digitais e o Rede Natura, além de
continuar como líder da área de Tecnologia Digital”.  Caroline Vlerick é a nova Diretora de Varejo “e terá como desafios a expansão das lojas próprias, farmácias e B2B”. 

Sanepar (SAPR4)
O Itaú BBA se encontrou com o secretário do Tesouro do Estado do Paraná, Mauro Ricardo, que também é presidente do Conselho da Sanepar. De acordo com os analistas, a impressão é de que Mauro Ricardo estava ligeiramente frustrado com o aumento proposto no primeiro ano ( de 5,7% neste ano em uma proposta total de reajuste de 25,7% diferido em 8 anos), visão esta bem diferente do CEO da empresa em entrevista ao jornal Valor da segunda.

"A fala de Mauro Ricardo expressou alguma frustração com a estrutura do aumento tarifário proposto pelo AGEPAR embora isso, em nossa opinião, não seja suficiente para desencadear uma grande mudança no processo final. No entanto, observamos que, após a recente queda das ações, o papel está em precificando um cenário pior do que apenas a correção das tarifas pela inflação, o que significa que qualquer leve melhoria poderia levar a uma recuperação da ação para níveis de avaliação mais razoáveis", destacam os analistas do Itaú BBA. 


Magazine Luiza (MGLU3)
Os analistas do Itaú BBA revisaram o modelo para as ações do Magazine Luiza, de modo a incorporar os resultados melhores do que o esperado do quarto trimestre e as novas previsões macroeconômicas. "Com base em nossas premissas revisadas, estamos elevando nosso preço-justo de R$ 115,00 para R$ 200, com recomendação de manutenção devido ao upside limitado ( de cerca de 3%). As perspectivas de vendas para 2017 parecem cada vez mais construtivas, ainda lideradas pelo comércio eletrônico, mas vemos um crescimento limitado da margem operacional em virtude das acentuadas melhorias em 2016", afirmam os analistas. 

Marfrig (MRFG3)
A Marfrig informou na segunda-feira, 20, que a China e o Chile, que anunciaram suspensão das importações de carne brasileiras após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, representaram juntos em 2016 apenas 8,8% da operação da Divisão Beef Brasil e em torno de 3% do faturamento total do grupo. Em nota à imprensa, a empresa destaca que caso a suspensão das exportações para esses mercados continue, a Marfrig tem condições de atendê-los por meio de suas unidades do Uruguai e Argentina.

"Com 48 unidades produtivas, a Marfrig Global Foods opera em 12 países, sendo que a operação no Brasil conta com 11 unidades produtivas que totalizam cerca de 37% do faturamento da companhia, sendo que 60% são destinados ao mercado interno e 40% são destinados à exportação para 100 países", informa. A empresa destaca ainda, conforme noticiado na imprensa, que a União Europeia suspendeu apenas importações das empresas investigadas na Operação Carne Fraca e a Marfrig reitera que não foi alvo da operação.

"A companhia é reconhecida internacionalmente por seus rígidos padrões de qualidade, segurança alimentar e bem-estar animal, atendendo há décadas os mais exigentes mercados mundiais e clientes no Brasil e em mais de 100 países", destaca.

 

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Justiça Federal acatou parcialmente pedido da Petrobras e permitiu que a petroleira retome a licitação da plataforma piloto de Libra, para o pré-sal da Bacia de Santos, desde que não se autorize por ora a assinatura e a entrega do objeto do respectivo contrato.

A ação que havia suspendido prosseguimento da concorrência em janeiro foi movida pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), sob alegação de que o processo não cumpre regras de conteúdo local estipuladas em contrato. Libra é tida como uma das áreas exploratórias do setor de óleo e gás mais promissoras do país. A plataforma piloto está prevista para entrar em operação comercial em 2020.

Em seu pedido, a Petrobras afirmou que a continuidade do certame é imprescindível para que a empresa possa demonstrar à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que o preço praticado pela indústria nacional está acima do preço praticado no mercado internacional. Segundo o tribunal, a agência reguladora argumentou que a suspensão da concorrência impossibilitaria a própria apreciação do pedido da Petrobras para o não cumprimento do conteúdo local previsto em contrato. 

"Não considero caracterizado o perigo de dano e o risco ao resultado útil do processo pela simples abertura e continuidade do procedimento licitatório, desde que, seja acentuado, não se autorize a assinatura do contrato", afirmou o Tribunal Regional Federal da Primeira Região, em decisão publicada nesta segunda. "Esta decisão tem eficácia até que julgado o presente recurso, ou proferida sentença pelo juízo de primeiro grau."

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, afirmou recentemente que o consórcio de Libra precisa ser liberado da atual obrigação de conteúdo local para que a plataforma piloto do projeto seja licitada. A executiva chegou a dizer que a plataforma não seria viável sem uma flexibilização nas regras atuais.

O consórcio da área de Libra é formado pela Petrobras (operadora com 40 por cento), Shell (20 por cento), Total (20 por cento) e as chinesas CNPC (10 por cento) e CNOOC (10 por cento).  

Vale destacar que hoje, após o fechamento do mercado, a Petrobras divulgará balanço. A companhia deve divulgar receita de vendas de R$ 73,5 bilhões no
quarto trimestre de 2016, de acordo com estimativa média em pesquisa da Bloomberg. 

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)
A agência de classificação de risco Fitch reafirmou os ratings nacionais de longo prazo da Lojas Americanas e da subsidiária B2W em "AA-(bra)", com perspectiva estável.

"Os ratings da Lojas Americanas permanecem suportados pela resiliência de sua geração de caixa e margens testadas ao longo de vários anos em cenários econômicos diversos; pela posição competitiva de seus negócios no setor brasileiro de varejo; além da moderada alavancagem, saudável liquidez e satisfatória flexibilidade financeira", afirma a agência.

Oi (OIBR4)
A recuperação judicial da Oi está prestes a ganhar mais 40 mil credores, além dos quase 67 mil já listados, com a publicação da versão final da lista dos administradores judiciais, prevista para 4 de abril, informa uma fonte familiarizada com o processo ouvida pelo Valor. Segundo ela, apesar de volumosa, essa massa de novos credores tem valores relativamente baixos a receber: algo em torno de R$ 150 milhões, no total.

Ainda no noticiário da Oi, a CVM julgará processos do ex-presidente da companhia Zeinal Bava e também de Eike Batista no dia 25 de abril. O julgamento da CVM trata do processo administrativo sancionador que apura eventual responsabilidade
de Zeinal Bava por infração ao ter se manifestado na mídia, na qualidade de presidente da Oi, sobre a oferta pública de distribuição de ações da cia. durante período vedado. A CVM marcou ainda julgamento de Eike Batista em processo
administrativo sancionador por utilização de informação privilegiada relacionada à OSX Brasil (OSXB3). O julgamento será no mesmo dia 25 de abril. A pauta da sessão está no Diário Oficial.

Telefônica Brasil (VIVT4)
O Conselho de Administração da Telefônica aprovou nesta segunda a distribuição de juros sobre capital próprio relativo ao exercício social de 2017, no valor bruto de R$ 350 milhões.

O montante representa R$ 0,16522009240 por ação ordinária e R$ 0,18174210164 por papel preferencial. O pagamento será feito com base na posição acionária do dia 30 de março, com as ações passando a negociar na forma "ex" a partir de 31 de março.

 

PetroRio (PRIO3)
A PetroRio informou a conclusão de 100% do capital da Brasoil do Brasil Exploração Petrolífera (Brasoil) por uma subsidiária da PetroRio. A Brasoil é uma sociedade holding, detentora indireta de participação de 10% sobre os direitos e obrigações do contrato de concessão do Campo de Manati, o qual produz atualmente 4,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (aproximadamente 27 mil barris de óleo equivalente por dia), figurando como 8º maior campo produtor de gás natural do Brasil.

 Alupar (ALUP11)
O Conselho de Administração da Alupar aprovou oferta primária de ações ON e PN. A oferta restrita, com esforços restritos de colocação, consistirá na distribuição pública primária inicial de 39,6 mi de ações ON e 71,9 milhões de ações PN, segundo comunicado. A oferta pode ser acrescida em até 15%, ou até 5,94 milhões de ações ON e 10,8 milhões de ações PN via lote suplementar. O preço por ação será fixado após a conclusão do procedimento de bookbuilding

 (Com Agência Brasil, Bloomberg, Reuters e Agência Estado) 

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