Por Paula Barra Em mercados / acoes-e-indices  20 mar, 2017 17h52 - Atualizada em 18h02

Com Itaú e Petrobras, exercício de opções movimenta R$ 3,1 bilhões na BM&FBovespa em março

O Itaú Unibanco dominou o exercício de março, com 3 dos 5 contratos mais movimentados no mês

Por Paula Barra Em mercados / acoes-e-indices  20 mar, 2017 18h02

SÃO PAULO - O exercício de opções sobre ações movimentou nesta segunda-feira (20) R$ 3,10 bilhões na BM&FBovespa. Deste montante, R$ 1,777 bilhão representaram opções de compra; e R$ 1,323 bilhão, opções de venda. 

O Itaú Unibanco dominou o mês, com 3 das 5 contratos mais movimentados no mês, sendo todos referentes a opções de compra.

As "calls" (opções de compra) do banco com preços de exercícios em R$ 30,13 e R$ 28,76 lideraram o exercício de março, movimentando R$ 77,02 milhões e R$ 75,62 milhões no período, respectivamente. 

As demais opções que mais movimentaram foram: duas "puts" (opções de venda) de Petrobras, com preços de exercícios em R$ 14,00 e R$ 15,00, que giraram R$ 68,01 milhões e R$ 66,57 milhões, respectivamente; e uma "call" (opção de compra) de Itaú Unibanco, com preço de exercício em R$ 36,58, que movimentou R$ 48,06 milhões. 

O que é uma opção?
A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço "deriva" da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia - no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa. Quem compra uma opção está adquirindo o "direito" de comprar ou vender alguma ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que comprou o contrato. 

Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma "call", ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou "strike") até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma "put", ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.

Dados históricos dos vencimentos de opções:

Vencimento Opções de compra
(R$ milhões)
Opções de venda
(R$ milhões)
Total
(R$ milhões)
20/03/2017 1.777 1.323 3.100
20/02/2017 4.900 318,5 5.210
16/01/2017 2.773 223,7 2.990
19/12/2016 1.930 2.431 4.360
21/11/2016 3.280 971,1 3.280
17/10/2016 3.491 323,6 3.810
19/09/2016 1.728 545,9 2.270

15/08/2016

2.517 118,4 2.635,4
18/07/2016 2.433 166 2.599
20/06/2016 1.357 919 2.276
16/05/2016 1.219 859 2.078
18/04/2016 3.385 272 3.650
21/03/2016 3.315 481 3.790
15/02/2016 833 1.507 2.330

Fonte: BM&F Bovespa

Vencimento eleva volatilidade
A forte oscilação verificada em dias de vencimento de derivativos reflete a disputa entre "comprados" e "vendidos". De modo geral, os "comprados" apostam na alta das ações, enquanto os "vendidos" visam o fraco desempenho dos papéis.

Neste cenário, os "comprados" tendem a adquirir grandes quantidades de ações, na tentativa de elevar seu preço, enquanto os "vendidos" promovem a venda dos papéis, com o intuito de derrubar as cotações.

Vale lembrar que esse movimento ganha força na medida em que as ações mais negociadas nos contratos de opções costumam carregar participação significativa no Ibovespa.

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

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