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Como o acordo entre ArcelorMittal e Votorantim pode ser uma ótima notícia para CSN e Gerdau

Segundo analistas, a notícia é positiva para o setor e pode favorecer as duas companhias ao ajudar na consolidação do mercado brasileiro de aços longos

Aço - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A ArcelorMittal Brasil e a Votorantim fecharam um acordo em operações de aços longos que resultará em capacidade anual de produção de 5,6 milhões de toneladas de aço bruto e de 5,4 milhões de toneladas de laminados, informaram as empresas nesta quinta-feira (23) em comunicado.

Pelo acordo, a Votorantim Siderurgia passa a ser subsidiária e a deter participação minoritária no capital da ArcelorMittal Brasil, informaram as empresas. Segundo analistas, a notícia é positiva para o setor e pode favorecer tanto a Gerdau (GGBR4) quanto a CSN (CSNA3), por ajudar na consolidação do mercado brasileiro de aços longos.

Para o Bradesco BBI, a notícia é positiva para a indústria, dado que poderá ajudar a restabelecer o poder de definição de preço, que tem sido prejudicado por concorrentes menores nos últimos anos. Já o Itaú BBA afirma que o acordo é marginalmente positivo para a Gerdau, já que marca a primeira consolidação no mercado brasileiro de aços longos, potencialmente levando à uma maior disciplina de produção no mercado.

"Acreditamos que o setor de aços longos ainda precisa de mais consolidação, já que novos players elevaram a capacidade (CSN, Simec, Silat, Sinobrás e Aço Verde) em um período de demanda em queda", afirmaram os analistas do Itaú.

O negócio ainda está sujeito a aprovações regulatórias, incluindo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e até conclusão da operação, as empresas seguem atuando de forma independente.

Na visão do Credit Suisse, a consolidação do setor brasileiro de aço longo é um importante catalisador para a melhora de margens das empresas do segmento no país em uma base normalizada, conforme relatório distribuído a clientes.

"Nós acreditamos que o poder de precificação aumentará guiado pela redução na competição e também pela melhora nas condições de mercado", escreveu a equipe de analistas do Credit Suisse liderada por Ivano Westin.

(Com Reuters)

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