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Petrobras e CSN vendem novos ativos; Zelotes mira Itaú e mais 11 notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos desta quinta-feira

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A quinta-feira (1) começa com um noticiário corporativo bastante agitado com o anúncio da venda da NTS pela Petrobras no valor de US$ 5 bilhões. Além disso, A Rumo comunicou a incorporação da Rumo Logística, enquanto a CSN vendeu mais um de seus ativos. Chama atenção também para a nova fase da Zelotes, que tem como alvo o Itaú Unibanco. Confira os destaques:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras aprovou durante Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas a venda de 90% da participação acionária que tinha na companhia Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para o fundo Nova Infraestrutura Fundo de Investimento em Participações. O valor da transação é de US$ 5,194 bilhões. O fundo é gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda.

De acordo com a companhia, a negociação está incluída no seu plano de desinvestimentos definido em US$ 15,1 bilhões para o biênio 2015-2016. A decisão ainda está sujeita ao cumprimento das condições precedentes previstas no contrato.

A assembleia aprovou também o nome de Marcelo Mesquita de Siqueira Filho como membro do Conselho de Administração. Ele foi eleito pelos acionistas minoritários detentores de ações ordinárias.

Ainda na assembleia de hoje foram aprovadas as propostas de mudanças no Estatuto Social, para segundo a Petrobras, aprimorar as práticas e estruturas de governança corporativa das empresas controladas pela administração pública. O objetivo é manter-se conforme as novas exigências da Lei 13.303, que dispõe sobre o estatuto jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista, sancionada em 30 de junho de 2016. As mudanças respeitam o enquadramento da companhia nas exigências do Programa Destaque em Governança de Estatais da BM&FBovespa.

Rumo (RUMO3)
O conselho de administração da Rumo Logística aprovou a incorporação de seus ativos pela Rumo, produto da fusão com a América Latina Logística (ALL), em uma reorganização societária que busca segregar as atividades de transporte ferroviário das operações portuárias, de acordo com fato relevante divulgado na noite de quarta-feira.

Com um custo estimado em R$ 200 mil, a incorporação visa à "simplificação da estrutura do grupo" e deve trazer ganhos de sinergias e eficiência aos negócios, diz o documento. Ainda segundo o comunicado, a operação não resultará em qualquer diluição aos acionistas atuais da Rumo Logística, que devem receber 1.339.015.898 novas ações ordinárias da Rumo. Com isso, o capital social da Rumo passará de cerca de R$ 5,590 bilhões para R$ 7,015 bilhões.

A incorporação e consequente extinção da Rumo Logística ainda está sujeita à aprovação pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) prevista para 19 de dezembro de 2016.

Itaú Unibanco (ITUB4)
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (1) a 8ª fase da Operação Zelotes tendo entre os alvos os bancos Itaú Unibanco e BankBoston, de acordo com a emissora de TV Globonews. São cumpridos mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão em São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Cerca de cem policiais federais cumprem 34 mandados judiciais, sendo 21 de busca e apreensão e 13 de condução coercitiva. Em São Paulo, a PF realiza 19 buscas e 11 conduções coercitivas. Para o Rio de Janeiro, há um mandado de busca e outro de condução coercitiva, assim como ocorre em Pernambuco.

CSN (CSNA3)
A CSN informou a conclusão da venda da fabricante de latas de aço Companhia Metalic Nordeste para a Can-Pack por R$ 372,5 milhões à vista. Segundo o Valor Econômico, o valor está sujeito a ajustes. O acordo havia sido anunciado em agosto.

CPFL Energia (CPFE3)
Segundo o jornal Valor Econômico, a CPFL Energia vai anunciar hoje que deve investir R$ 1,8 bilhão nas distribuidoras do grupo em 2017, já incluindo a aquisição da AES Sul, concluída recentemente. A divulgação do investimento será feita durante um evento promovido pela ABCE (Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica), em São Paulo.

Cemig (CMIG4)
O Ministério de Minas e Energia rejeitou recurso da Cemig contra decisão que negou a prorrogação do prazo de concessão da usina hidrelétrica Miranda, em Uberlândia e Indianópolis, ambas em Minas Gerais, que termina este ano.

Em 27 de outubro, o ministro indeferiu requerimento de renovação da concessão de Miranda formulado pela Cemig, atendendo a uma recomendação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Cemig tinha solicitado em junho à Aneel a prorrogação da concessão da usina, por 20 anos.

O contrato da hidrelétrica termina em 23 de dezembro deste ano e a empresa pleiteava a prorrogação nos termos vigentes, sem redução de receitas. A Aneel, no entanto, negou o pedido inicial e depois o rejeitou novamente em resposta a recurso da Cemig contra a decisão.

Ultrapar (UGPA3)
A Ultrapar discorda "da extensão dos impactos alegados" do incêndio que ocorreu no terminal da Ultracargo em Santos, em 2015. A manifestação foi encaminhada ontem ao mercado, após pedido de esclarecimento da Superintendência de Acompanhamento de Empresas da BM&FBovespa sobre matéria do Valor que mostrou que o Ministério Público de São Paulo fixou em R$ 3,6 bilhões a reparação pelos danos ambientais. "Na visão da companhia, os danos foram pontuais e temporários, razão pela qual os valores apresentados não guardam relação com os respectivos fatos", disse a empresa.

JSL (JSLG3)
A JSL informou, por meio de fato relevante, que sua controlada Movida Participações apresentou pedido de registro de oferta pública de distribuição primária e secundária de ações. A oferta foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O Conselho de Administração da JSL ainda vai definir a quantidade de ações da Movida detidas pela companhia que serão objeto da oferta secundária, além do preço de venda dos papéis.

Por conta da necessidade de alinhamento da política de divulgação de guidances da Movida com os procedimentos adotados por auditores independentes e outros consultores envolvidos na oferta, tanto a Movida quanto a JSL não divulgarão mais projeções sobre seus indicadores.

Oi (OIBR4)
A Bloomberg informa que, em meio ao processo de recuperação judicial, a Oi iniciou as conversas com os detentores de eurobônus do grupo da G5. Já de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o fundo norte-americano Cerberus, focado em empresas com problemas financeiros, pretende investir US$ 2 bilhões na Oi para viabilizar o funcionamento da operadora, que têm mais de R$ 65 bilhões em dívidas e está em recuperação judicial.

CCX (CCXC3)
A CCX está adotando medidas para reduzir custos e despesas operacionais devido aos “recursos limitados” e aos “modestos ativos remanescentes”, diz nota emitida pelas empresa. Entre as ações tomadas estão o enxugamento da estrutura na Colômbia, incluindo corte pessoal, devolução de escritórios e galpões, mudança de sede e negociação de dívidas fiscais. A companhia informou ainda que está em processo inicial de negociação para por fim às sociedades do grupo na Áustria;

Prumo (PRML3)
A Açu Petróleo assinou com a Overseas Private Investment Corporation (OPIC) uma linha de crédito de até US$ 350 milhões pelo prazo de 19 anos, segundo comunicado. Segundo a empresa, a nova linha de crédito contribuirá “para equilibrar a estrutura de capital da companhia, além de permitir o desenvolvimento do programa de investimentos do terminal de transbordo de petróleo, principalmente relacionado às obras de dragagem”. Segundo o texto, a liberação da linha de crédito ocorrerá através de tranches que estão sujeitas ao cumprimento de condições precedentes.

JBS (JBSS3)
O acerto da compra da GNP pela Pilgrim's Pride, da JBS, por US$ 350 milhões em dinheiro é estratégica e não deve trazer impactos relevantes no nível de endividamento do grupo, afirmou a companhia em e-mail de resposta a perguntas enviadas pela Bloomberg. As projeções da maior processadora de proteína animal do mundo são de que o nível de alavancagem deve ficar abaixo do atual quando a compra estiver finalizada.

Brasil Brokers (BBRK3)
Após a renúncia de Sílvio Almeida à presidência e à direção de financiamento e de relações com investidores da Brasil Brokers, Claudio Hermolin assume o comando da companhia até o fim do mandato e Andreas Yamagata chefiará o setor de finanças. Hermolin fez carreira em construtoras e incorporadoras, como PDG Realty, Even, Cemar e Agenco, informa o jornal Valor Econômico.

Recomendações
O Santander elevou sua recomendação para as ações do Pão de Açúcar (PCAR4) de manutenção para compra. Enquanto isso, a Haitong cortou sua recomendação para a Vale (VALE3; VALE5de neutra para venda. Já o BTG Pactual elevou a Embraer de neutro para compra, elevando o preço-alvo dos ADRs de US$ 24 para US$ 27. "Após dois anos de baixa rentabilidade, vemos agora uma inversão de tendência, com medidas de corte de custos em andamento, resultando em expansão significativa de margem, levando o EBIT ajustado a crescer 20% em 2017", disseram os analistas.

Com Reuters 

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