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Protestos na Eletrobras, governo estimula PDVs em estatais, 3 recomendações e mais 9 notícias

Confira os principais destaques corporativos desta terça-feira (11)

Eletrobras 05
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - Esta terça-feira tem noticiário agitado com destaque para os ratings de Itaú e Rumo, além de novidades envolvendo a Fibria e Eletrobras. Já o Safra elevou a recomendação para a Raia Drogasil e rebaixou de Fleury Confira os destaques:

Itaú Unibanco (ITUB4)
A agência de classificação de risco Standard & Poor's afirmou o rating BB do Itaú Unibanco em escala global, bem como o rating brAA-, em escala nacional, com perspectiva negativa. Em relatório, a agência diz que a classificação do banco "é apoiada por uma fatia sólida do mercado, que é um reflexo de sua estabilidade sadia de negócios e lucratividade, apesar da fraca economia do Brasil".

Com relação à perspectiva negativa, a agência disse que é um reflexo da perspectiva do rating soberano brasileiro. "O rating do Brasil limita a classificação do Itaú, dada sua exposição relevante ao risco soberano. Portanto, esperados que os ratings do banco se movimentem em conjunto com os ratings soberanos", disse Jose Perez-Gorozpe, analista de crédito da S&P.

Ainda no noticiário do banco, o Citi publicou em jornais desta terça-feira comunicado sobre a compra da unidade de varejo pelo Itaú, incluindo agências e cartões de crédito. "Essa escolha permite somar a experiente equipe Citi, reconhecida pela sofisticação de atendimento aos segmentos premium, a um banco também sólido, com uma das maiores redes de atendimento no país e referência no digital, o que poderá levar os conceitos de banco de pessoa física a um novo patamar", relatou o banco.

No comunicado, o Citi lembra que o processo depende da aprovação dos órgãos reguladores e que todos os produtos e serviços continuam à disposição dos clientes, sem qualquer alteração. "Os negócios de corporate and investment banking, commercial bank e private bank permanecem com o Citi, reforçando sua presença há mais de 100 anos no Brasil. Mais do que isso, fortalecendo o compromisso com o progresso do país", diz o texto.

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras e a Nova Infraestrutura FIP submeteram ao Cade análise da operação que envolve a aquisição de ações no setor de transporte de gás natural, segundo documento de divulgação do documento na seção 3 do Diário Oficial.

Ainda no radar das estatais, segundo notícia do Valor Econômico, o governo vai estimular a realização de PDVs (Programas de demissão voluntária) para reduzir o número de funcionários e salários em empresas estatais federais. Neste ano, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) do Ministério do Planejamento já analisou quatro pleitos de PDV, sendo que um deles já foi implementado. Outras seis empresas pretendem fazer o pedido à secretaria. A Petrobras foi uma das empresas que encerrou recentemente um Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário. Segundo balanço de 31 de agosto, 11.704 empregados fizeram adesão ao programa, número que ainda poderia sofrer ajuste.

Raia Drogasil (RADL3) e Fleury (FLRY3)
A Raia Drogasil teve a recomendação elevada de neutra para outperform e Fleury teve recomendação rebaixada de outperform para neutra, segundo relatório assinado por Marcio Osako, do Banco Safra de Investimento.

A Raia Drogasil tem “fundamentos únicos bem conhecidos” que, “em nossa opinião justificam seus múltiplos ricos”

“Nossa visão mais cautelosa sobre a recuperação macro no próximo ano (crescimento do PIB de 0,4%) também favorece a preferência por Raia Drogasil”. A ação é a nova “top pick” do setor junto com Qualicorp.

Já a Fleury foi rebaixada “devido ao potencial limitado de ganho após o forte rali recente (alta de 46% em três meses) e o receio de um crescimento mais fraco da receita no próximo ano por conta do aumento do desemprego”.

Analista mantém recomendação outperform para Qualicorp, neutra para Hypermarcas e underperform para Odontoprev e espera resultados do terceiro trimestre positivos em termos gerais para o setor, com Fleury, Raia Drogasil e Hypermarcas “mostrando crescimento de receita de dois dígitos e expansão da margem”. A Odontoprev “por sua vez, deve apresentar números fracos novamente sobre o volume negativo e queda da margem”.

Gol e Smiles
A GOL Linhas Aéreas (GOLL4) e a Smiles (SMLE3) anunciaram hoje um novo acordo de compartilhamento de voo (codeshare) entre as empresas, além de acordo de Frequent Flyer Program, que permite aos membros dos programas Skywards, da Emirates, e Smiles, da GOL, acumularem e resgatarem milhas nos voos das duas companhias.

A parceria foi protocolada junto à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Os primeiros voos deverão ser aprovados nos próximos dias e a previsão é que entre em vigor no final de outubro/início de novembro.

Por meio deste codeshare os clientes terão mais facilidade para comprar trechos conectados de ambas as companhias aéreas usando uma única reserva e uma emissão de bilhetes, além de check-in, embarque e verificação de bagagem integrados durante toda a viagem. Os passageiros que reservarem voos de diferentes destinos no Brasil com a GOL, incluindo Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, poderão se conectar em São Paulo ou no Rio de Janeiro e voar com a Emirates para muitos destinos em todo o mundo.

Rodobens (RDNI3)
O Votorantim elevou a recomendação para as ações da Rodobens de underperform para marketperform, com preço-alvo de R$ 6,50 por ação.  

Oi (OIBR4)
De acordo com o jornal O Globo, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já está desenhando um plano B para a Oi que prevê a intervenção na maior concessionária de telefonia do país, atualmente em processo de recuperação judicial. Em entrevista ao jornal, Juarez Quadros, novo presidente do órgão regulador do setor, explicou que não se pode ficar ausente em caso de um “eventual insucesso” envolvendo a tele carioca, com dívidas de cerca de R$ 65 bilhões e 66.705 credores. O plano B, em fase de elaboração, faz parte de um grupo de trabalho montado pelo governo e que está sob a coordenação da própria Anatel. 

Já em entrevista ao Valor, Quadros criticou a criação da Oi, destacando que a profunda crise financeira que a empresa vive hoje poderia ter sido evitada. Para ele, em 2008, quando o governo permitiu a fusão da então Telemar com a Brasil Telecom não foi feita "a devida avaliação estratégica". Quadros avalia que acabou sendo criada uma crise financeira "delicadíssima". "Há um desastre econômico que precisa ser esclarecido", disse ele ao jornal. "A operação [de fusão das duas operadoras] não teve nada de ilegal, mas permitiu que duas empresas altamente endividadas se juntassem. E agora está aí um problema muito maior. Se fossem ainda separadas seria muito mais fácil de resolver. O montante da dívida seria menor, a área geográfica seria menor. Multiplicamos o problema. Agora sobra para o governo, para a agência, para o mercado administrar a crise", afirmou. Em 2008, o então presidente Lula editou decreto alterando uma regra no Plano Geral de Outorgas que viabilizou a fusão. 

Metal Leve (LEVE3)
O Cade notificou a Metal Leve sobre o início de um processo administrativo envolvendo 28 empresas e outras pessoas físicas por uma possível conduta anticompetitiva no mercado independente de reposição de autopeças. A companhia foi incluída dentro deste grupo de empresas e cooperará com as autoridades para esclarecer os fatos, disse a companhia em comunicado.  

OSX Brasil (OSXB3)
A OSX informou que celebrou um acordo para locação de área de cais e instalações localizada próxima à entrada do canal do Terminal 2 do Porto do Açu. "Tal acordo prevê a celebração de um contrato definitivo de aluguel por 20 anos renováveis por igual período", informou a companhia em nota.

"No âmbito do Plano de Recuperação Judicial, a OSX confirma a execução de um de seus pilares – a re-adequação do plano de negócios da unidade no Açu – assegurando a continuidade de suas operações e a geração de caixa para fazer frente às obrigações previstas", completou a OSX.

Fibria (FIBR3)
O conselho de administração da Fibria aprovou emissão pela empresa de notas de crédito à exportação, em uma operação que servirá de lastro para captação de recursos por meio de R$ 1,7 bilhão em certificados de recebíveis de agronegócio (CRA). Os CRAs serão emitidos pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio, informou a Fibria nesta segunda-feira.

Rumo (RUMO3)
A operadora logística Rumo afirmou nesta segunda-feira que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) iniciou o processo para concessão de financiamento de R$ 3,5 bilhões para a companhia controlada pelo grupo Cosan.

A empresa disse que o BNDES informou o "enquadramento dos projetos apresentados para análise de viabilidade de apoio financeiro em um valor total aproximado de R$ 3,5 bilhões". O enquadramento é uma das etapas principais do processo de concessão de financiamento do BNDES.

Ainda no noticiário da companhia, a agência de classificação de risco Fitch elevou a perspectiva do rating da Rumo - atualmente em "BB-" - de negativa para estável como resultado da redução dos riscos de financiamento para a empresa em relação ao final de 2015.

A Rumo recebeu uma injeção de capital de R$ 2,6 bilhões e realizou, no primeiro semestre deste ano, uma emissão de R$ 2,9 bilhões em títulos de longo prazo para pagar suas dívidas com vencimentos em 2016, 2017 e 2018.

Pão de Açúcar (PCAR4)
A receita líquida consolidada do Grupo Pão de Açúcar atingiu R$ 15,094 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados nesta terça-feira pela maior companhia de varejo do país. A receita líquida do grupo no conceito "mesmas lojas" cresceu 1,9% no período.

Triunfo (TPIS3)
A Concessionária do Aeroporto Internacional de Viracopos recebeu ofício da Anac a respeito do recurso administrativo interposto contra a aplicação de multa em razão de pretenso descumprimento, no prazo devido, de obrigações referentes ao primeiro ciclo de investimentos, disse a Triunfo em comunicado ao mercado. A agência, por unanimidade, deu provimento ao recurso e anulou a decisão de primeira instância que aplicou multa. 

O processo volta à primeira instância para permitir que a concessionária possa exercer na plenitude o seu direito de defesa, disse a empresa. "A concessionária tem convicção segura de que efetuou o cumprimento substancial das obrigações de investimento previstas na concessão de Viracopos, razão pela qual considera desproporcionais e excessivas as sanções que foram aplicadas pela referida decisão agora anulada”, diz o comunicado.  

Eletrobras (ELET3ELET6)
Sindicatos que representam trabalhadores da estatal federal Eletrobras agendaram para esta terça-feira uma manifestação em frente à sede da companhia no Rio de Janeiro para protestar contra os planos do governo de privatizar ativos da maior elétrica do país.

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) afirma que os eventuais desinvestimentos seriam um "desmonte" da estatal. Segundo a entidade, o protesto terá também a participação de centrais sindicais e de movimentos sociais. Procurada, a Eletrobras disse que não vai comentar a manifestação.

Frigoríficos
estaque para notícia que pode mexer com ações de frigoríficos. A Camex formalizou a prorrogação do imposto zerado para 1 milhão de toneladas de milho, commodity que é utilizada no setor.

‎A medida para milho em grão é prorrogada até 31 de dezembro de 2016, segundo resolução da Camex que formaliza anúncio feito em 29 de setembro diante da oferta insuficiente para atender a demanda interna.

Em 10 de outubro, Alexandre Borges, diretor financeiro da BRF, disse que companhia avaliava oportunidade de importar milho dos EUA considerando que preço da commodity no Brasil ainda não estava confortável, que anunciou aumento de preços no terceiro trimestre.

 

Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado

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