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Presidente do Bradesco sabia sobre ações ilícitas no Carf, diz PF

A organização criminosa negociou com o Bradesco a atuação em um processo do banco no Carf em troca de R$ 2,7 bilhões

SÃO PAULO - A Polícia Federal afirmou em relatório sobre o indiciamento do presidente do Bradesco (BBDC3; BBDC4), Luiz Carlos Trabuco, que ele era informado por seus subrdinados das ações ilícitas que eram realizadas no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a organização criminosa que se instalou no órgão - que cuida de recursos contra autuações na Receita Federal - negociou com o Bradesco a atuação em um processo do banco no Carf em troca de R$ 2,7 bilhões.

O indiciamento de Trabuco e outras nove pessoas no âmbito da Operação Zelotes se baceia em interceptações telefônicas das conversas do grupo formado pelo ex-conselheiro do Carf Jorge Victor Rodrigues, o auditor aposentado Jeferson Salazar e os funcionários da Receita Federal Eduardo Cerqueira Leite e Lutero Fernandes, que se juntaram aos empresários do ramo de consultoria e advogados Mario Pagnozzi Junior e José Tamazato para fazer as negociações com o Bradesco. 

Luiz Trabuco
(Divulgação)

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