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11h51: o minuto que tudo mudou na Bolsa; veja a reação do mercado à anulação da votação do impeachment

A decisão inesperada puxou as ações preferenciais da Petrobras para queda de 12,30% - na mínima do dia; o dólar chegou a saltar 5%

Dilma Rousseff
(Roberto Stuckert Filho/ PR)

SÃO PAULO - O dia que já estava negativo no mercado azedou após notícia da Folha de São Paulo, das 11h51 (horário de Brasília), apontar que o presidente interino da Câmara decidiu anular a tramitação do impeachment. Nos minutos que se seguiram, a Bolsa foi para a mínima do dia, aos 49.907 pontos, enquanto o contrato futuro do dólar, com vencimento para maio, saltou para sua máxima, a R$ 3,700. A decisão do deputado Waldir Maranhão (PP-MA) foi confirmada minutos após a divulgação da reportagem da Folha. 

A decisão inesperada puxou as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) para queda de 12,30%, a R$ 8,84, na mínima do dia. Os papéis ordinários chegaram a cair 9,98%, a R$ 11,64. Até o fechamento do pregão, no entanto, os ativos amenizaram o movimento, juntamente com o Ibovespa. A "ajuda" veio com a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de manter o rito de impeachment, "ignorando" a decisão de Maranhão. Com isso, as ações da Petrobras encerraram a sessão com queda de 6%, enquanto o Ibovespa recuou 1,4%, a 50.990 pontos, depois de ter alcançado queda de 3,5%, a 49.907 pontos. 

Já as ações da Vale e siderúrgicas, que já marcavam queda acentuada antes da decisão de Maranhão, seguiram em forte desvalorização. As ações da CSN lideraram as perdas do Ibovespa nesta sessão (-10,05%), fechando próximas da mínima do dia, assim como as ações da Vale. 

No caso do dólar, o contrato futuro da moeda chegou a saltar 5%, indo para R$ 3,700, mas registrava às 17h42 (horário de Brasília) alta de 0,60%, a R$ 3,546. Nos DIs, os contratos de juros futuros mais longos foram os que mais subiram. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 chegou a subir 0,57 ponto percentual, indo para 13,16%, mas fecharam em alta de 0,79%, a R$ 12,68. 

Nesta manhã, Maranhão anulou as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment. Ele acatou pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). Com a aprovação na Câmara, o processo seguiu para o Senado. Waldir Maranhão já solicitou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a devolução dos autos do processo. O presidente interino da Câmara determinou ainda nova sessão para votação do processo de impeachment na Casa, a contar de cinco sessões a partir de hoje (9).

O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA) anunciou nesta segunda-feira (9) que o PPS, Solidariedade, PMDB, PSDB, DEM e PSC vão protocolar ainda hoje pedido de cassação do mandato do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), na representação no Conselho de Ética da Câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Além disso, a coluna Radar, da Veja, disse que a bancada do PP vai votar na terça-feira a expulsão de Waldir Maranhão. A decisão ocorreu após reunião entre presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o líder do partido na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB). O líder vai convocar uma reunião da bancada da Câmara para esta terça-feira, às 10h.

Confira abaixo a reação do mercado em imagens:

- Gráfico da Bolsa de 5 minutos

- Gráfico do dólar futuro de 5 minutos

-Gráfico da Petrobras de 5 minutos

- Gráfico do DI com vencimento em 2021 de 5 minutos

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