PetroRio dispara 83% após balanço; Vale avança 8% e Braskem afunda com "risco Odebrecht"

Confira os principais destaques da Bovespa nesta quinta-feira (24)

 24 mar, 2016 13h45 - Atualizada em 17h18
Vale
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa recuperou as perdas do início desde quinta-feira (24) e conseguiu fechar quase estável, mas não evitou encerrar a semana com perdas de 2,36%. Das 61 ações que fazem parte do índice, 9 fecharam com queda de mais de 5%, enquanto outros 6 papéis se valorizaram mais de 3%.

Na ponta negativa, destaque para a Braskem (BRKM5), que viu suas ações desabarem 13,87% na semana, cotadas a R$ 23,10, diante do risco que o mercado passou a ver na empresa após a lista da Odebrecht, que é dona da companhia. Os investidores temem que as denúncias de corrupção possam chegar à Braskem. Na sequência das piores quedas ficaram Cyrela (CYRE3, R$ 9,91, -10,72%) e JBS (JBSS3, R$ 10,91, -8,70%).

Já entre os ganhos aparecem as ações da Kroton (KROT3, R$ 11,72, +7,62%), que ficou com a maior alta da semana. Em seguida ficou a Oi (OIBR4), que após subir 5,13% nesta quinta, encerrou o acumulado destes quatro pregões com valorização de 3,36%, a R$ 1,23. Para conferir o desempenho de todas as ações, acesse a ferramenta Altas e Baixas do InfoMoney clicando aqui.

Confira agora os principais destaques da Bolsa no pregão desta quinta-feira (24):

Petrobras (PETR3, R$ 9,99, +0,71%; PETR4, R$ 7,81, +0,39%
A Petrobras conseguiu virar para o positivo durante a tarde, deixando para trás a baixa do petróleo. O brent, que registrava queda de 2,25%, a US$ 39,56 mais cedo, diminuiu as perdas e cai cerca de 0,69%. 

Enquanto isso, a companhia foi rebaixada pelo Deutsche Bank de manter para venda, enquanto o preço-alvo foi cortado de R$ 7,30 para R$ 5,10. A relação dívida líquida/Ebitda acima de 5 vezes e provável prejuízo em 2016 e 2017 eliminam qualquer esperança para dividendos, segundo relatório do analista Alexander Burgansky.

Vale (VALE3, R$ 15,05, +6,59%; VALE5, R$ 11,37, +8,29%)
As ações da Vale viraram para alta e fecharam com o maior ganho do dia após abrirem em queda de 3% em um dia de desvalorização do preço do minério de ferro. O preço da tonelada do minério de ferro em Qingdao teve baixa de 2,59%, a US$ 56,37 a tonelada. Por outro lado, a companhia ainda teve a sua recomendação elevada pelo Bank of America Merrill Lynch para compra. A Bradespar (BRAP4) registrou ganhos de 7,78%, a R$ 5,96. 

Além disso, a empresa divulgou ao mercado o manual para participação nas assembleias gerais ordinária e extraordinária da companhia, que vão acontecer no próximo dia 25 de abril. O documento tem 138 páginas e destaca que a remuneração ficará a critério do conselho de administração da empresa. Caso a proposta seja aprovada pelos acionistas, os conselheiros é que vão deliberar sobre o montante, “em função do contexto dos negócios da companhia considerando, dentre outros fatores, o nível de alavancagem e os compromissos futuros de caixa da companhia”, diz o texto do manual.

Siderúrgicas
As ações da Usiminas (USIM5, R$ 1,83, +3,98%) também viraram para alta após chegarem a cair 7,40% na mínima do dia. Destaque para a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que a falta de entendimento entre os controladores da siderúrgica, Ternium/Techint e Nippon Steel, colocou a cisão da companhia de volta à mesa de negociação, sendo apontada agora como única solução para o imbróglio societário que já se arrasta há cerca de dois anos.

As empresas, conforme fontes próximas à siderúrgica, estariam focadas em viabilizar essa alternativa. Se essa intenção sair do papel, a unidade de Ipatinga ficaria com o grupo japonês e Cubatão, nas mãos do grupo ítalo-argentino. Segundo a Reuters, o divórcio entre grupos Nippon e Techint na Usiminas pode ocorrer em um ano. 

As ações de outras siderúrgicas também subiram em meio às notícias de que poderia haver um aumento dos preços entre companhias do setor. A CSN (CSNA3, R$ 7,79, +2,50%) e a Gerdau (GGBR4, R$ 5,98, +2,57%) subiram.  

Cyrela (CYRE3, R$ 9,91, -4,25% )
A Cyrela Brazil Realty viu suas ações caírem após o resultado do quarto trimestre. A companhia, que viu seu lucro líquido trimestral cair 35% no quarto trimestre, vai manter sua estratégia de venda de estoques e geração de caixa em 2016, além da seletividade nos lançamentos. A companhia teve lucro líquido de R$ 98 milhões no período, queda de 34,7% na comparação anual.

Entre os fatores que pressionaram o resultado, a Cyrela citou a receita pressionada pela queda nas vendas e uma provisão por distratos (cancelamento de vendas) de R$ 21 milhões. A receita líquida recuou 32,7% ano a ano, a R$ 1,031 bilhão, enquanto o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 144 milhões, 43,6% menor na comparação anual. No fechado do ano, o lucro foi de R$ 448 milhões, recuo de 32,3% sobre 2014.

De acordo com o BTG Pactual, o ROE (Retorno sobre o patrimônio líquido) pouco inspirador e a queima de caixa no quarto trimestre são dados negativos, além de apresentar margens e receita abaixo do que era esperado. 

Braskem (BRKM5, R$ 23,10, -5,52%)
A Braskem seguiu em queda na Bovespa. Ontem, a ação da companhia caiu mais de 11% com o "risco Odebrecht".  Na avaliação de analistas, o medo é que o nome da companhia apareça em algum novo escândalo, colocando a empresa como mais um meio de pagamento de propina. Na manhã de ontem foi revelada um "superplanilha" da Odebrecht. Os documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da empresa para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos, lista esta que se ampliou, segundo a Folha de S. Paulo apontou, podendo passar de 300 de 24 partidos. 

Oi (OIBR4, R$ 1,23, +5,13%)
A operadora Oi viu suas ações virarem para o positivo após a companhia divulgar que teve prejuízo líquido consolidado de 4,5 bilhões de reais no quarto trimestre, em resultado impactado por três ajustes contábeis no total de 3,1 bilhões de reais. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina nas operações brasileiras foi de 1,745 bilhão de reais, alta de 3,3 por cento sobre o quarto trimestre de 2014.

O Credit Suisse destacou em relatório que os números vieram fracos com uma queda substancial do Ebitda e um aumento da dívida líquida de R$ 900 milhões; além disso, não há nenhum sinal de virada operacional. 

A companhia informou ainda que decidiu não divulgar projeções sobre seu desempenho em 2016 para ter flexibilidade face à instabilidade macroeconômica atual, de acordo com fato relevante divulgado nesta quinta-feira. Ata de reunião do Conselho de Administração da Oi divulgada na noite da véspera mostrou que foi aprovada mudança na política de divulgação de informação da companhia para permitir que a empresa decida se divulgará ou não projeções. 

Segundo a Bloomberg, a Oi contratou a empresa de consultoria Moelis & Company para ajudar na potencial reestruturação da dívida companhia brasileira. O grupo representa cerca de US$ 900 milhões em bonds garantidos pela filial Telemar Norte Leste, disse a fonte à Bloomberg, pedindo para não ser identificado porque as discussões ainda ocorrem em nível privado. A ideia é tentar expandir o grupo para um comitê maior e único.

PetroRio (PRIO3, R$ 3,60, +83,67%)
A ação PetroRio subiu forte após a divulgação de resultado, registrando seu maior volume diário (R$ 5,65 milhões) movimentado desde 3 de fevereiro, quando o giro foi de R$ 9,9 milhões.

A companhia teve Ebitda de R$ 150,1 milhões, margem EBITDA de 59,3% e lucro líquido de R$ 110,4 milhões em 2015. O prejuízo tinha sido de R$ 1 bilhão no ano passado. O resultado financeiro, excluindo-se os impactos de variação cambial, foi negativo em R$ 42,1 milhões. A maior parte das despesas financeiras, R$ 21,5 milhões, é relacionada à já encerrada carta de crédito de US$ 120 milhões para aquisição de BJSA com juros de 6% a.a. em média.

Destaque ainda para a notícia de que a companhia apresentou uma proposta à Petrobras para compra de um campo de petróleo, já em produção, no mar, afirmou à Reuters nesta quinta-feira o diretor financeiro, de novos negócios e de relações com investidores da companhia, Blener Mayhew. Ele disse que a empresa já participou de outros três processos de venda de ativos pela petroleira estatal, em mar, mas não necessariamente em produção. Entretanto, nos outros casos, os ativos não despertaram tanto interesse da PetroRio, que colocou em curso estratégia "agressiva" de crescimento por meio de aquisições e fusões para atingir produção de 100 mil barris/dia até o fim de 2017.

Contax (CTAX11, R$ 0,69, -5,48%)
A Contax viu suas units recuarem forte após registrar prejuízo líquido de R$ 138,1 milhões no quarto trimestre, revertendo assim o lucro líquido de R$ 49,8 milhões no mesmo trimestre de 2014. A receita líquida foi de R$ 762,6 milhões, em queda de 11,5% ante os R$ 861,8 milhões da mesma base de comparação. Já o Ebitda ficou negativo em R$ 46,7 milhões, ante mesmo resultado positivo de R$ 109,6 milhões no quarto trimestre do ano anterior. 

Positivo (POSI3, R$ 1,48, -2,63%)
A Positivo viu suas ações caírem. A companhia registrou prejuízo de R$ 53 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 5,3 milhões do ano anterior. A receita líquida ficou 19,7% menor, a R$ 496,4 milhões. O Ebitda caiu 64,1%, a R$ 11,3 milhões, enquanto a margem Ebitda somou 2,3%, queda de 2,8 pontos percentuais.  

Prumo (PRML3, R$ 6,51, -4,26%)
A Prumo Logística registrou queda após os resultados. A companhia viu seu prejuízo líquido mais do que quadruplicar em 2015, passando de R$ 46,7 milhões para R$ 216,8 milhões, alta de 355%. A receita líquida da foi de R$ 101,5 milhões, 41,1% superior ante os R$ 71,9 milhões em 2014.

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