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SÃO PAULO – A temporada de resultados terminou oficialmente na última quarta-feira (15), deixando alguns rastros pelo caminho. Enquanto algumas companhias viram suas ações reagirem bem aos números do primeiro trimestre de 2013, outras observaram os seus papéis engatarem uma tendência de fortes baixas após a divulgação dos seus números.
Dentre as companhias que apresentaram uma oscilação positiva após a divulgação dos números, destaque para a empresa de maior valor de mercado do índice, a Petrobras (PETR3;PETR4). O resultado da petrolífera, revelado no último dia 26, animou os investidores, mesmo após registrar um lucro líquido 16,51% menor na comparação com o primeiro trimestre, somando R$ 7,69 bilhões.
Com isso, as ações PETR3 subiram 6,21%, cotadas aos R$ 19,16, enquanto as ações preferenciais saltaram 5,50%, para os R$ 20,35. O bom momento para as ações da companhia já começou na sessão anterior à divulgação de resultado e se estendou por mais duas sessões.
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Frigoríficos e Eletrobras se destacam entre altas
Entretanto, as maiores altas foram de ações de frigoríficos, com destaque para os papéis da JBS (JBSS3). Após registrar lucro líquido 96,3% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior, os papéis JBSS3 subiram 5,93% no pregão posterior, do dia 15 de maio, mantendo essa tendência até o dia seguinte, quando subiram mais 5,94%.
A Marfrig (MRFG3) também se destacou, registrando ganhos de 12,88% no dia 14 de maio, mesmo após reverter o lucro de R$ 34,5 milhões no primeiro trimestre de 2012, para prejuízo de R$ 82 milhões no mesmo período deste ano. Vale mencionar que os papéis da empresa também subiram nos dias 15 (+2,42%) e 16 (+3,41%), acumulando nestes três dias uma valorização de 19,45%.
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Em teleconferência, o presidente da Seara Brasil, Sérgio Riau, afirmou que a empresa focará no corte de custos, além da redução em até R$ 2 bilhões do endividamento bruto, para garantir melhor avaliação e atratividade junto ao mercado.
Já no final da temporada, o principal destaque certamente ficou com a Eletrobras (ELET3, ELET6), que chamou a atenção na sessão da última quinta-feira ao ver as ações ordinárias da elétrica avançarem 9,98%, a R$ 5,18, enquanto as preferenciais subiram 13,41%, a R$ 9,39. Isso mesmo após a companhia prejuízo de R$ 35,8 milhões, ante perda de R$ 1,267 bilhão no mesmo período do ano passado. Apesar do número negativo, ele veio bem melhor do que os R$ 180 milhões estimados pelos analistas do Citigroup.
Além disso, vale a pena destacar a expectativa de dividendos acerca da estatal. Em relatório, a equipe de análise da Elite Corretora explica que o dividendo mínimo obrigatório na faixa de R$ 1,39 por ação para ativos preferenciais representa um dividend yield (dividendo/lucro líquido) de 16,8%.
Imobiliárias: Rossi e Cyrela avançam…
Entre as imobiliárias, o grande destaque ficou para a Rossi (RSID3) uma vez que, mesmo apresentando dados ruins, a companhia registrou uma alta de 10,34%, a R$ 3,52, liderando os ganhos do Ibovespa. A companhia registrou um prejuízo líquido de 9,97 milhões, revertendo um lucro líquido de R$ 62,55 milhões no mesmo período do ano anterior. Entretanto, as perspectivas melhores para a Rossi e o fato de estar bastante descontada guiaram a alta das ações.
Confira: Se o resultado da Rossi veio ruim, por que as ações subiram 10%?
Além dela, a Cyrela (CYRE3) também viu seus papéis registrarem fortes altas um dia após divulgar os seus números, após a companhia divulgar números melhores do que o esperado, fechando com alta de 4,45% na última terça-feira (14).
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… mas Gafisa e MRV despencam
Ainda no setor, a Gafisa (GFSA3) e a MRV Engenharia (MRVE3) foram na direção contrária. A primeira companhia viu seus papéis caírem 4,99% na sessão do último dia 13, queda que se estendeu no dia 14 (-4,00%). A companhia registrou prejuízo de R$ 55 milhões no trimestre, mas a falta de anúncios sobre a possível venda de um de seus negócios, a Alphaville – que havia impulsionado as suas ações dois pregões antes – levaram a queda dos papéis.
Já a segunda empresa viu seus papéis caírem 6,74% apenas no dia posterior ao da divulgação de seus balanços (14 de maio), quando reportou um recuo de 32,1% no lucro líquido, que atingiu R$ 79 milhões, resultado abaixo das expectativas do mercado e da própria companhia. No dia seguinte, elas voltaram a despencar, fechando com queda de 6,56%.
Com isso, as duas companhias registram a maior queda do Ibovespa na semana, com baixas respectivas de 10,33% e 9,03%.
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Confira: os “dois mundos” das imobiliárias: Cyrela dispara e MRV despenca após balanços
B2W e Usiminas: queda após resultado
Entre as maiores quedas após a divulgação de resultados, o grande destaque ficou com a B2W Digital (BTOW3), que fechou com baixa de 7,74% no dia 10 de maio, após ampliar o seu prejuízo trimestral para R$ 61,1 milhões entre janeiro e março, acima das expectativas do mercado. O movimento negativo se estendeu nesta semana e os papéis da varejista online terminaram os últimos cinco pregões com queda acumulada de 5,62%.
A Usiminas (USIM3;USIM5) também viu seus papéis caírem, sendo que os USIM3 tiveram baixa de 3,83%, enquanto os USIM5 registraram desvalorização de 5,27% na sessão do dia 26 de abril. A companhia reportou no primeiro trimestre um prejuízo líquido de R$ 123 milhões, ante perda de R$ 37 milhões no mesmo período do ano anterior.
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Assim como a B2W, o movimento negativo da Usiminas não se restringiu apenas ao pregão pós-divulgação de balanço. De lá pra cá, as ações ordinárias da siderúrgica já caíram mais 13%, enquanto as preferenciais recuaram quase 14%.