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Vale cai pelo 4° dia; OGX dispara 5%; Profarma e CSU despencam com balanços

Ainda entre os destaques, Rossi e JBS ganham força depois de balanços do 1° trimestre; Ação do Itaú sobe após compra da Credicard

Vale Rio de Janeiro 2 - mineração - logística
(Agência Vale)

SÃO PAULO - A temporada de balanços chama atenção novamente no pregão desta quarta-feira (15), como tem sido observado nos últimos dias, levando as ações das empresas que divulgaram seus resultados do primeiro trimestre entre a noite de ontem e esta manhã a se destacarem entre as maiores altas ou perdas do Ibovespa. 

A ação da Rossi Residencial (RSID3) após abrir em queda, recuperou-se das perdas e registra a maior alta do índice, com ganhos de 7,52%, a R$ 3,43. A imobiliária passou de um lucro de R$ 62,5 milhões no primeiro trimestre para prejuízo de R$ 9,97 milhões neste período.

Na cola, aparecem as ações da JBS (JBSS3), que registram ganhos de 5,99%, a R$ 6,55, depois de atingirem valorização máxima no dia de 6,31%, a R$ 6,57. O movimento ocorre um dia após a Marfrig (MRFG3) registrar forte alta após divulgação de seus números. 

Já fora do Ibovespa, os resultados decepcionantes da CSU CardSystem (CARD3) e Profarma (PRFM3) empurram para baixo as ações das companhias, que caem 8,21%,e 6,84%, respectivamente, a R$ 3,02 e R$ 19,75. (Para conferir repercussão dos demais resultados, clique aqui)

OGX segue em forte alta
Saindo da temporada de balanços, as ações da OGX Petróleo (OGXP3, +5,11%, a R$ 1,85) seguem entre as maiores altas do benchmark nesta sessão, ainda em reflexo à forte atuação na 11ª rodada de leilão da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizada ontem. Na ocasião, a empresa fez lances para 13 blocos em cinco das onze bacias ofertadas, desembolsando R$ 376 milhões.

Sozinha, a companhia de Eike Batista conseguiu concessão em dez blocos como operadora, além de fazer parcerias em outros três. Com a norte-americana ExxonMobil, dividiu meio a meio blocos nas bacias Potiguar e Ceará. Também na bacia do Ceará, adquiriu um bloco com a francesa Total e a brasileira Queiroz Galvão. 

Vale cai pelo 4° dia
Já as ações da Vale (VALE3; VALE5) registram o quarto dia de queda - na maior sequência negativa desde fevereiro. Nesta sessão, as ações ordinárias da mineradora recuam 1,04%, a R$ 32,45, enquanto as preferenciais apresentam desvalorização de 1,13%, a R$ 30,72. Os papéis acumulam no período queda de 7,77% e 7,39%, respectivamente.

Ação do Itaú sobe após compra da Credicard
Um dia após o Itaú Unibanco (ITUB4) anunciar a compra da Credicard suas ações sobem 2,11%, a R$ 35,25. A operação foi de R$ 2,767 bilhões. 

Em relatório, o Banco Espírito Santo avaliou que o preço pago pela instituição foi justo e que a movimentação "fez sentido". Segundo os analistas, a aquisição complementará o portfólio de cartões do banco, além de ser uma garantia da manutenção do Itaú na posição de liderança desse mercado. Atualmente, o banco detém 30% do market share (devendo aumentar para 40% com a aquisição), contra 20% do Bradesco (BBDC4), seu principal concorrente. 

V-Agro sobe antes de grupamento de ações
Os papéis da Vanguarda Agro (VAGR3) sobem 2,56%, a R$ 0,40 - na máxima do dia. O movimento ocorre um dia antes das ações serem agrupadas. A proporção será de 9 para 1 ação.  

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