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JBS, Rossi e small caps se destacam na bolsa após divulgação de resultados

Enquanto JBS e Marfrg lideram ganhos do Ibovespa, Banco do Brasil diminui as perdas após cair cerca de 3,29% no início da sessão; CSU Cardsystem, Brasil Pharma e Profarma têm fortes quedas

Rossi Residencial 11 - Fachada Prédio
(Divulgação Rossi Residencial)

SÃO PAULO - Como observado nos últimos dias, as ações de empresas que divulgaram resultados do primeiro trimestre entre a noite da véspera e a manhã seguinte se destacam entre as maiores altas ou perdas do Ibovespa.

A ação da Rossi Residencial (RSID3) após abrir em queda, recuperou-se das perdas e registra a maior alta do índice, com ganhos de 7,52%, a R$ 3,43. A imobiliária passou de um lucro de R$ 62,5 milhões no primeiro trimestre para prejuízo de R$ 9,97 milhões neste período.

Já a receita líquida passou para R$ 720 milhões, uma queda de 13,4%, em função do menor volume de produção. Entretanto, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amorizações) foi acima do esperado pelo mercado, de R$ 113 milhões. A companhia passa por um momento de reestruturação, visando cortar custos e buscar maior eficiência. 

A teleconferência após os resultados também anima os investidores. A companhia informou que espera retomar os lançamentos de empreendimentos imobiliários neste trimestre, após ter encerrado os três primeiros meses vendendo estoques diante de seu foco em rentabilidade. 

De acordo com a equipe de análise da Planner, a empresa precisa encolher de tamanho, como já vem mostrando na sua estratégia de obras, para buscar a rentabilidade nos próximos exercícios. Entretanto, "não recomendamos posicionamento na ação que já acumula queda de 29,9% somente no ano de 2013", afirma a equipe.

Depois da Marfrig (MRFG3) registrar fortes ganhos na véspera após a divulgação de seus números, desta vez a JBS (JBSS3) se destaca como uma das maiores altas do Ibovespa, com alta de 5,02% (R$ 6,49), após registrar um lucro líquido ajustado 96,3% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior. A Planner Corretora ressalta que o lucro da companhia foi acima do esperado, assim como a receita e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que tiveram alta de mais de 20% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O forte crescimento do lucro, avalia a equipe de análise, refletiu também em menores despesas financeiras líquidas. Por outro lado, a margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) registrou queda de 0,9 ponto percentual menor frente ao quarto trimestre de 2012, o que pode levar a alguns ruídos. Por fim, a Planner ainda destaca o incremento do endividamento e a manutenção do indicador de alavancagem em 3,4 vezes. 

A ação do Banco do Brasil (BBAS3) também apresenta recuperação. Após chegar a cair 3,29% no início da sessão, ela registra queda de 0,59%, a R$ 25,11. A instituição financeira  reportou um lucro líquido ajustado de R$ 2,7 bilhões, com o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) ajustado em 17,4%. Já a carteira de crédito amplicada cresceu 25.7% e a inadimplência acima de 90 dias ficou em apenas 2%. 

De acordo com o analista da Omar Camargo, Felipe Rocha, um dos pontos negativos do resultado foi o baixo crescimento da margem financeira bruta, com alta de 1,7% em comparação ao guidance de 7% a 10%. 

Com variações menores, estão as ações da CCR (CCRO3), de 1,29%, a R$ 20,39, após a companhia divulgar um lucro de R$ 337 milhões, em linha com o esperado pelo mercado, com uma alta de 17%. De acordo com a Planner, o resultado da companhia mostrou mais uma vez um crescimento de tráfego e de tarifas, margens elevadas, baixo endividamento e lucros crescentes.

Destaques fora do Ibovespa
Fora do índice, o resultado decepcionante da CSU Cardsystem (CARD3) faz as ações registrarem forte baixa na sessão desta quarta-feira, de 10,33%, a R$ 2,95. A companhia registrou um prejuízo de R$ 3,46 milhões no primeiro trimestre de 2013, revertendo o lucro de R$ 7,75 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Já a receita líquida totalizou R$ 81,72 milhões, queda de 19,3% na comparação com os R$ 101,29 milhões observados no mesmo período de 2012. O Ebitda teve baixa de 82,6%, a R$ 3,72 milhões, enquanto a margem Ebitda caiu 16,6 pontos percentuais, para 4,6%.

Com fortes baixas, estão também duas ações de empresas do setor farmacêutico, com destaque para a Profarma (PFRM3), com baixa de 5,66%, a R$ 20,00, após a companhia registrar uma queda de 27,2% no lucro líquido, para R$ 6,9 milhões, com menor crescimento das vendas. Entretanto, para o restante do ano, aponta a companhia, "a expectativa é positiva, com sinais de forte recuperação nas vendas já em abril”.

Já a Brasil Pharma (BPHA3) também vê suas ações caírem, 4,47%, a R$ 12,18, após a companhia registrar um lucro líquido ajustado de R$ 2,58 milhões no primeiro trimestre, apontando queda de 74,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo do esperado pelo Itaú BBA, que esperava um lucro de R$ 12 milhões. Segundo a empresa, a menor margem bruta no período impactou o resultado, assim como o maior patamar de despesas com vendas. O resultado da financeiro da companhia ficou negativo em R$ 18,9 milhões, ampliando as perdas de R$ 14,7 milhões do primeiro trimestre de 2012. 

Restoque: alta da ação mesmo após resultado ruim
Por outro lado, a Restoque (LLIS3) surpreende ao ver sua ação registrar alta de 2,79%, a R$ 9,22, após a companhia apresentar um prejuízo líquido de R$ 9,5 milhões, ante lucro de R$ 13,7 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida surpreendeu positivamente, com alta de 40,6% na comparação com os primeiros três meses de 2012.

Entretanto, aponta a Planner, apesar do crescimento das vendas no período, vale ressaltar que este se explica pelo maior número de lojas e pelas liquidações mais intensas no trimestre (evidenciadas pela queda no ticket médio), que ainda implicaram em forte redução das margens bruta e Ebitda. A margem bruta caiu 6,9 pontos percentuais e o Ebitda teve baixa de 7,7%, para R$ 21,1 milhões. 

A Log-in (LOGN3) também registra movimento de alta, de 1,24%, a R$ 10,60, após a companhia registrar um líquido consolidado de R$ 23,1 milhões, 863% maior que na base de comparação anual, que foi de R$ 2,3 milhões. Já o Ebitda consolidado somou R$ 45,6 milhões frente aos R$ 20,4 milhões do primeiro trimestre de 2012.

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