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SÃO PAULO – Em mais um dia volátil, o Ibovespa se fixou do lado negativo e, após chegar a cair 1,61%, fechou esta quinta-feira (9) com queda de 0,64%, aos 55.447 pontos. Destaque para as duas companhias de maior participação no índice, que após forte volatilidade ajudaram o índice a se recuperar na última hora. Vale (VALE3, R$ 35,15, +0,54%; VALE5, R$ 33,15, +0,09%) e Petrobras (PETR3, R$ 19,29, +0,21%, PETR4, R$ 20,24, -0,25%).
Em um dia onde 12 ações tiveram quedas maiores que 2%, algumas companhias conseguiram se destacar na ponta positiva. Consideradas ações mais defensivas, a Ambev (AMBV4) e a BR Malls (BRML3) viram seus papéis ficarem entre as maiores altas durante todo o dia. Os papéis da administradora de shoppings centers tiveram alta 2,34%, fechando a R$ 24,03, enquanto a Ambev avançou 3,17%, aos R$ 84,95.
Entre as companhias que vão divulgar seus resultados entre hoje e amanhã, a B2W (BTOW3) – que apresenta seu balanço ainda nesta quinta – teve valorização de 1,64%, a R$ 11,76. Já a Gafisa (GFSA3) teve movimento oposto aos seus pares e viu seus papéis avançarem 2,81%, para R$ 4,03, um dia antes de divulgar resultado.
OGX tem queda de 6,25% antes de divulgar resultado
Pouco antes de divulgar seus resutlados trimestrais, as ações da OGX Petróleo (OGXP3) tiveram forte queda nesta sessão, encerrando entre as maiores perdas do Ibovespa. Os papéis da petrolífera de Eike Batista recuaram 6,25%, para R$ 1,65, mas chegaram a cair 9,09%, a R$ 1,60 em sua mínima do dia.
Além da pauta de resultados, o noticiário corporativo contribu para a volatilidade vista no mercado. A OGX, que possui 3ª maior participação no Ibovespa, viu a BM&FBovespa aumentar de 30% para 45% “free float” (ações em circulação no mercado) o limite de posições alugadas na ação, abrindo espaço para quem aposta na queda dos papéis voltar a montar posições vendidas na empresa – saiba mais em: bolsa aumenta limite de aluguel de ações em OGX de 30% para 45% do free float.
Outras companhias do grupo EBX também não tiveram um bom dia. Os ativos da MMX Mineração (MMXM3) tiveram desvalorização de 3,90%, fechando a R$ 1,97, enquanto a LLX Logística (LLXL3) recuou 2,63%, cotada a R$ 1,85. Fora do índice, a CCX Carvão (CCXC3), que divulga seus resultados ainda nesta quinta-feira, também teve queda de 1,27%, encerrando o dia a R$ 3,89.
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Brookfield e Even têm movimentos opostos após resultados
A temporada de resultados também mexeu com os investidores neste pregão. No setor de construção, duas companhias que divulgaram seus números tiveram movimentos opostos: Brookfield (BISA3) fechou com forte queda de 7,14%, aos R$ 1,95 – menor patamar desde abril de 2009 -, enquanto a Even (EVEN3) teve alta de 0,88%, para R$ 9,15.
A Brookfield registrou prejuízo líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre, alta de 192,4% em relação ao resultado negativo em R$ 16,3 milhões obtidos um ano antes. As estimativas do mercado esperavam reversão no resultado da empresa. Já a Even registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 51 milhões no primeiro trimestre, o que representou um recuo de 6,1% sobre igual período de 2012. A receita líquida recuou 22% de janeiro a março, na comparação com um ano antes, para R$ 486 milhões.
Vale ressaltar que outra imobiliária divulga seu balanço trimestral após o fechamento do pregão. A PDG Realty (PDGR3) acabou amargando perdas de 2,22%, fechando o dia a R$ 2,20.
Lojas Renner avançam com resultado forte
Os papéis da Lojas Renner (LREN3) ficaram entre as maiores altas do dia após a empresa apresentar um resultado considerado bom pelos analistas. Os papéis da varejista subiram 1,65%, cotados a R$ 76,80, depois de registrarem ganhos de 2,93%, a R$ 77,76, na máxima do dia.
A Lojas Renner registrou uma queda de 39,5% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2013, para R$ 21,6 milhões, impactado pelo efeito não recorrente de perdas e liquidações de estoques. Já a receita líquida consolidada registrou avanço de de 17,6%, para R$ 833,8 milhões, enquanto a receita líquida de mercadorias apresentou um avanço de 17,4%, a R$ 726,7 milhões.
Em relatório, os analistas Juliana Rozenbaum e Vitor Paschoal, do Itaú BBA, apontaram que o resultado foi forte, sustentado por um crescimento de 9,4% nas vendas do segmento mesmas lojas e sólida rentabilidade na divisão de crédito ao consumidor.
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4 elétricas divulgaram resultados, mas apenas MPX subiu
Entre as elétricas, quatro empresas divulgaram seus números do primeiro trimestre na véspera, porém, apenas a MPX Energia (MPXE3) fechou em valorização. As ações da companhia do Grupo EBX subiram 3,01%, a R$ 8,90, enquanto os papéis da Eletropaulo (ELPL4), AES Tietê (GETI4) e EDP Energias do Brasil (ENBR3) caíram 1,17%, 0,14% e 0,75%, respectivamente, a R$ 7,63, R$ 20,99 e R$ 11,94.
A MPX registrou prejuízo líquido de R$ 250,9 milhões, com forte avanço em relação aos R$ 77,5 milhões na comparação com o mesmo período de 2012. Já a receita operacional líquida da companhia passou de R$ 75,67 milhões nos primeiros três meses de 2012 para R$ 196,09 milhões neste ano, um crescimento de 159,2%. Esse crescimento foi motivado, principalmente, pelo início do contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) de Itaqui e de três das quatro turbinas de Parnaíba I.
Por sua vez, a Eletropaulo passou de um lucro líquido de R$ 97 milhões no primeiro trimestre de 2012 para um prejuízo de R$ 800 mil neste ano. A receita líquida também apresentou queda, de 7,4%, passando de R$ 2,47 billhões para R$ 2,29 bilhões.
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A AES Tietê atingiu um lucro líquido de R$ 185,7 milhões, registrando queda de 24,6% na comparação com os R$ 246,2 milhões observados no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita líquida registrou alta de 10,7%, para R$ 598,1 milhões.
Por fim, a Energias do Brasil faturou no primeiro trimestre R$ 1,85 bilhão, mais de 27,6% do que nos primeiros meses de 2012, informou a empresa em comunicado ao mercado. O lucro líquido da companhia no primeiro trimestre recuou 36,6%, para R$ 90,3 milhões, o que a Energias do Brasil justifica com o prejuízo de R$ 62 milhões da UTE (Usina Termelétrica) Pecém I.
Randon quase dobra lucro e vê ações subirem mais de 2%
No setor de autopeças, duas empresas reportaram seus balanços: a Randon (RAPT4) e Mahle Metal Leve (LEVE3). As ações RAPT4 caíram 0,15%, a R$ 13,40, após chegar a ter alta de 2,38%, a R$ 13,74. Já os papéis LEVE3 recuaram 3,71%, a R$ 26,25.
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A Metal Leve reportou um lucro líquido de R$ 36,5 milhões, uma alta de 2,8% na comparação aos R$ 35,5 milhões observados no mesmo período de 2012. Já a receita líquida de vendas caiu 4,3%, para R$ 544,7 milhões. O Ebitda ajustado, por sua vez, subiu 10,1%, para R$ 93,2 milhões, com a margem Ebitda registrando alta de 2,2 pontos percentuais, para 17,1%.
Já a Randon mais do que dobrou o seu lucro no período, passando de R$ 18,8 milhões dos primeiros três meses de 2012 para R$ 39,7 milhões neste ano. A receita líquida, por sua vez, somou R$ 974,9 milhões, alta de 33%.
Apesar do crescimento dos lucros, Braskem cai
Outra empresa que quase viu seu lucro dobrar no primeiro trimestre de 2013 foi a Braskem (BRKM5). Entretanto, os papéis não apresentaram um bom desempenho na bolsa hoje. A petroquímica encerrou o período com lucro líquido de R$ 227 milhões, 49% acima dos R$ 152 milhões registrados um ano antes.
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Em teleconferência realizada nesta manhã, o presidente da companhia, Carlos Fadigas, disse que a Braskem pode ter um impacto positivo de R$ 600 milhões com a redução de impostos anunciada pelo governo em abril para o setor químico.
Os papéis da companhia caíram 2,50%, a R$ 16,79, após atingirem queda de 3,72%, a R$ 16,58, na mínima do dia.
Com bom resultado, QGEP sobe 2%
Por sua vez, as ações da companhia petrolífera do grupo Queiroz Galvão (QGEP3) registraram alta de 2,05% na bolsa, a R$ 12,45. O lucro líquido da empresa caiu 5,1%, para R$ 65,7 milhões, enquanto a receita líquida cresceu 37,4%, para R$ 131,9 milhões.
Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, os números da empresa são reflexo de uma sólida produção no Campo de Manati e um razoável controle de custo no segmento de exploração e produção. Dessa forma, a empresa bateu todas as expectativas do mercado, avalia.
Além disso, a corretora acrescenta que a companhia continua com uma sólida posição de caixa (reforçada inclusive pelo fluxo de caixa de Manati), conferindo à Queiroz Galvão a capacidade de financiar novos projetos, seja na próxima rodada de licitação da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) ou com parcerios estratégicos.
Mills e SLC: com lucro maior, ações avançam
A Mills (MILS3) viu suas ações subirem 2,27%, a R$ 34,62, após apresentar lucro líquido de R$ 39,3 milhões no primeiro trimestre, 20,2% maior do que o de igual período de 2012. Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 102 milhões, crescimento de 18,2% na comparação anual. A receita líquida de janeiro a março foi de R$ 239,9 milhões, montante 20,5 por cento maior no ano a ano.
Por sua vez, os papéis da SLC (SLCE3) registraram valorização de 1,44%, a R$ 19,07, refletindo um lucro líquido 40% maior, somando R$ 46,435 milhões no primeiro trimestre. Operacionalmente, a empresa sofreu com a seca nas suas lavouras de grãos e algodão do Nordeste. Mas, o resultado líquido maior foi impactado positivamente pela redução das despesas financeiras (R$ 29,3 milhões), das menores despesas administrativas e da redução da incidência do imposto de renda.
Com lucro menor, Sonae Sierra fecha em queda
Já a Sonae Sierra (SSBR3) reportou queda de 4,7% no lucro líquido, que ficou em R$ 30,82 milhões nos três primeiros meses de 2013, ante R$ 32,33 milhões registrados um ano antes. A receita da companhia que administra shopping center atingiu R$ 64,7 milhões no período, ficando 14,4% acima do primeiro trimestre de 2012, quando fechou em R$ 56,6 milhões.
Em reflexo, as ações da companhia registraram desvalorização de 1,17%, a R$ 28,66, após atingirem queda de 1,97%, a R$ 28,43.