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OGX, Lupatech, Eucatex despencam; CCX volta ao patamar pré-anúncio de OPA

Ainda entre os destaques, Vale segue em queda pelo 2° após decisão do STF; ações da Oi são penalizadas por cortes de preços-alvo por dois bancos

OGX 04 - Primeiro poço produtor
(Divulgação OGX)

SÃO PAULO - Após abrir em alta, o Ibovespa virou e registrava queda de 0,98%, a 55.637 pontos na cotação das 12h24 (horário de Brasília) desta quinta-feira (11). Assim, o índice acionário deixa pra trás o bom momento vivido nas últimas sessões, quando subiu por 4 dias consecutivos - maior sequência de altas desde outubro.

Chama atenção nesta sessão as ações da OGX Petróleo (OGXP3), que caem 5,77%, a R$ 1,47. Na mínima do dia, os papéis atingiram desvalorização de 7,69%, sendo cotados a R$ 1,44. Essa é a nona queda em dez pregões dos ativos da empresa, representando desvalorização de 38,49% nesse período

O desempenho dos ativos reflete o corte pelo Deutsche Bank do preço-alvo dos papéis da petrolífera do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, de R$ 2,00 para R$ 0,80 - o que representa um potencial de desvalorização de 48,72% em relação ao fechamento da última quarta-feira (10). A recomendação foi mantida em venda.

Nova regra de ferrovias pode ajudar LLX; ações perdem força
Ainda no mundo "X", as ações da LLX Logística (LLXL3), que atingiram valorização máxima no dia de 8,41%, a R$ 2,45, perderam força e operam em desvalorização de 0,44%, a R$ 2,25. Em pouco mais de duas horas de negociação na BM&FBovespa, a movimentação dos papéis da empresa atingem R$ 26,45 milhões, acima da média diária dos últimos 21 pregões. 

Além da parceria com a Petrobras (PETR3; PETR4), o superporto de Açu, operado pela LLX, do empresário Eike Batista, pode se beneficiar de mais uma ação do governo. De acordo com matéria do jornal ''O Estado de São Paulo'', Eike poderá se beneficiar das novas regras do modelo ferroviário.

A questão agora é ligar as estradas de ferro que faltam para unir o superporto ao resto da malha ferroviária do País. Os trechos devem entrar em licitação até setembro. Pelas regras do novo modelo, o empresário não precisará colocar capital no projeto - a não ser que queira - e todo o risco ficará com o governo federal.

Ação da CCX volta ao patamar pré-anúncio da OPA
Por sua vez, a CCX Carvão da Colômbia (CCXC3) é penalizada neste pregão, com queda de 7,29%, a R$ 3,05, e atingiu na mínima do dia queda de 8,51%, a R$ 3,01. Nesse patamar, as ações figuram abaixo do patamar pré-anúncio da OPA (Oferta Pública de Aquisição), em janeiro de 2013, quando fecharam valendo R$ 3,13. Os papéis caem pelo quinto dia em seis pregões, e acumulam nesse período desvalorização de 15,28%.

O comportamento dos papéis sinaliza que o mercado desconfia que o empresário Eike Batista poderá retirar a companhia da bolsa. A oferta foi confirmada a R$ 4,31 por ação. Normalmente, a tendência é que após o anúncio de uma OPA como essa a cotação fique próxima à da oferta.

Vale cai pelo 2° dia
Fora do mundo "X", as ações da Vale seguem em queda pelo segundo pregão consecutivo. Os papéis ordinários caem 1,69%, a R$ 34,41, enquanto os preferenciais recuam 0,82%, a R$ 32,63.

O desempenho ocorre após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) na última quarta-feira. A mineradora conseguiu manter a liminar que suspendia uma cobrança fiscal de R$ 31 bilhões. Isso significa que a Fazenda Nacional não pode cobrar o débito antes de o Judiciário decidir se a mineradora deve recolher o Imposto de Renda e a CSLL sobre os lucros no exterior.

Ação da Lupatech despenca mais de 10%
Ganha destaque também os papéis da Lupatech (LUPA3), que registram desvalorização de 5,63%, a R$ 1,34, após declarar que não pagou juros de US$ 6,79 milhões dos bônus perpétuos emitidos pela sua subsidiária integral. Na mínima do dia, chegaram a queda de 10,56%, sendo cotados a R$ 1,27.

O pagamento dos bônus perpétuos estava previsto para esta quinta-feira. A companhia está trabalhando no equilíbrio da estrutura de capital, reorganização das áreas operacionais e integração de operações adquiridas. Recentemente, a Lupatech contratou o Bank of America Merrill Lynch como assessor financeiro para buscar solução para equacionamento de capital e reestruturação de endividamento.

De acordo com a equipe de análise da XP Investimentos, a situação da Lupatech permanece fragilizada, mesmo após o aumento de capital, que ocorreu em maio do ano passado. ''A prova desta afirmação é o não pagamento dos juros de bônus perpétuos, evidenciando a falta de capacidade de cumprimento de obrigações de curto prazo, caso a referida estrutura de capital não seja alterada'', afirmam os analistas.

Justiça bloqueia R$ 520 mi da Eucatex; ações caem
Na véspera, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos bens da empresa Eucatex (EUCA4), empresa de pisos e painéis controlada pela família Maluf, no valor de R$ 520 milhões. Em reflexo, as ações preferenciais da Eucatex recuam 7,39%, para R$ 8,15 no pregão desta quarta-feira, e atingiram na mínima do dia queda de 8,98%, a R$ 8,01.

A decisão foi tomada após pedido do Ministério Público de São Paulo, apontando para uma suposta operação do grupo para transferir patrimônio da Eucatex. Com isso, evitaria que houvesse pagamentos de indenizações em caso de futuras condenações contra o deputado federal Paulo Maluf, nas ações em que é acusado de ser o autor de desvios na prefeitura do município, durante o período em que era prefeito de São Paulo.

Oi cai depois de corte de preço-alvo de dois bancos
A Oi (OIBR3; OIBR4) é penalizada no pregão desta quinta-feira depois que dois bancos cortaram suas recomendações para os papéis da companhia. As ações ordinárias da operadora caem 3,80%, R$ 6,84, enquanto as preferenciais recuam 2,03%, a R$ 5,78.

O desempenho acompanha a revisão para baixo do preço-alvo dos papéis da companhia pelo CGD. O target de OIBR3 passou de R$ 15,00 para R$ 13,00, enquanto de OIBR foi de R$ 12,50 para R$ 11,00. A recomendação foi mantida em compra.

Na véspera, o HSBC reduziu o preço-alvo das ações preferenciais da Oi de R$ 7,50 para R$ 5,50, patamar R$ 0,40 abaixo do último fechamento da ação. Para os analistas Richard Dineen e Sean Glickenhaus, o progresso inicial da empresa em sua reestruturação operacional foi bom, mas esse movimento deve desacelerar no curto prazo. Além disso, as metas de prazo mais longo parecem inatingíveis.

Dois dias após Abilio assumir BRF, ações seguem em ganhos
Os papéis da BRF (BRFS3) operam em ganhos pelo segundo dia, acompanhando o anúncio de que Abilio Diniz foi eleito para o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa. As ações sobem 2,90%, a R$ 46,51, em dia negativo do Ibovespa; e chegaram na máxima da sessão a valorização de 3,05%, sendo cotadas a R$ 46,58.

Na véspera, o Bank of America Merrill Lynch disse que a eleição de Abilio pode dar um novo direcionamento para a companhia formada pela fusão da Sadia e Perdigão. Segundo os analistas do banco, o empresário pode transformar a processadora de alimentos protéicos em uma companhia alimentar de multi-categorias, como a Nestlé.

Em coletiva de imprensa, Abilio disse que vai contribuir para o processo de internacionalização da companhia. "Empresas vencedoras têm que sempre mostrar crescimento", reforçou Abilio, que quer dar continuidade aos planos de expansão da BRF. Uma empresa que já domina atualmente 65% do mercado doméstico tem que pensar em internacionalização, comentou. Segundo o empresário, a BRF exporta para 130 países e tem cerca de 40% da sua receita gerada por vendas para o exterior.

Ações da Ambev voltam aos preços de novembro
Também no setor de consumo, as ações da Ambev (AMBV4) caem 1,72%, a R$ 81,30, e atingiram patamar mínimo no dia de R$ 80,65, ou queda de 2,50% em relação ao fechamento do pregão anterior. Com essa cotação, os papéis da companhia voltam aos preços de novembro do ano passado.

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