OGX, Petro e Vale despencam, enquanto LLX e Gol lideram ganhos; veja destaques
Eletropaulo cai com multa milionária e chega aos R$ 11,20; AES Tietê e HRT tem movimentos estranhos Por Equipe InfoMoney • Rodrigo Tolotti UmpieresSÃO PAULO - Apesar da leve recuperação durante a tarde, o Ibovespa não conseguiu sair do negativo e encerrou esta segunda-feira (4) com queda de 0,68%, aos 56.499 pontos. O índice ficou pressionado pela queda das ações da OGX Petróleo (OGXP3) e da Vale (VALE3; VALE5), que juntas representam mais de 15% da carteira teórica do índice.
Em relação a OGX, pesou o corte de preço-alvo pelo Deutsche Bank, de R$ 3,80 para R$ 2,00 - o que representa um potencial de queda de 34,21% em relação ao valor fechado neste pregão -, em função de perspectivas menores de petróleo na Bacia de Santos e o encarecimento do papel frente à concorrência. Com isso, as ações da companhia tiveram queda de 4,61%, fechando cotadas a R$ 2,90.
Outro destaque entre as companhias do empresário Eike Batista, a LLX Logística (LLXL3) liderou os ganhos do índice nesta sessão, com forte alta de 10,71%, sendo cotada a R$ 2,17, sendo que na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 13,27%, aos R$ 2,22.
Vale cai com mudanças na China
Dentre as ações que pesaram no Ibovespa nesta sessão, as ações da Vale, que chamaram atenção na última semana pela forte volatilidade depois de anunciar o maior prejuízo de sua história, tiveram forte queda, em linha com outras mineradoras mundiais após a China anunciar novas medidas para frear o setor imobiliário.
Os papéis ordinários da empresa caíram 3,02%, aos R$ 35,64, enquanto os preferenciais tiveram um recuo de 3,40%, para R$ 34,05. Também foram afetadas negativamente pela medida a MMX Mineração (MMXM3; -1,90%; R$ 3,09) e a Bradespar (BRAP4; -3,87; R$ 27,30) - holding que possui uma fatia do controle da Vale.
Noticiário ruim derruba Petrobras
Em uma sessão mais volátil, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) também acabaram encerrando no negativo. A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) multou a companhia em R$ 173 milhões, conforme informou a coluna Radar, da Veja. O motivo é que a estatal usou um procedimento contabilmente incorreto para transferir seu patrimônio para outra empresa, sendo que não há mais recurso possível na ANP.
Também refletindo nesta sessão a notícia de que a Petrobras estancou durante o fim de semana o vazamento de óleo identificado no Campo de Marlim, um dos três maiores produtores da Bacia de Campos. A mancha de óleo foi localizada a 172 Km da costa de Macaé, no Rio de Janeiro.
Em nota, a empresa comunicou que o vazamento ocorreu por problemas no equipamento conhecido como árvore de natal molhada, do poço MRL-131. Pelos cálculos da Petrobras, o volume de óleo detectado foi estimado em 108 litros, sendo 13 litros vazados na quinta-feira e outros 95, na sexta.
Com isso, os papéis ordinários da empresa fecharam com desvalorização de 3,07%, aos R$ 14,23, enquanto as ações PETR4 recuaram 2,37%, cotadas a R$ 16,50.
Gol confirma demissões e ações avançam
Outra companhia que se destacou na ponta positiva foi a Gol (GOLL4), que no fim de semana confirmou que irá prosseguir com a demissão de 850 funcionários que trabalhavam na Webjet. A notícia foi positiva para os papéis da empresa, que fecharam com avanço de 5,31%, cotados a R$ 13,29.
Em comunicado, a Gol afirmou que a companhia cumpriu com a decisão judicial que obrigou a readmissão dos funcionários demitidos no fim de 2012 e iniciou um processo de negociação sindical. Após ter esgotado 'todas as tentativas', a companhia considerou frustradas as negociações e prosseguirá com os desligamentos dos funcionários.
Eletropaulo é multada e papéis recuam
Após uma semana complicada, com a divulgação de um resultado fraco, a AES Eletropaulo (ELPL4) foi multada pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo) em um total de R$ 15,7 milhões, informou a Folha de S. Paulo nesta manhã.
A Eletropaulo foi multada em R$ 6,9 milhões por problemas no monitoramento nos níveis de tensão, entre outras falhas. Em reflexo, as ações da Eletropaulo caíram 1,75% neste pregão, ficando cotadas a R$ 11,20. Na mínima do dia, os papéis atingiram queda de 2,98%, a R$ 11,06 - alcançando o menor patamar desde o final de 2008.
AES Tietê e HRT: voláteis sem explicão
Outros destaques do dia foram a AES Tietê (GETI4) e a HRT (HRTP3), que terminaram o dia com movimentos opostos na bolsa. A companhia elétrica teve uma sessão de fortes perdas, com queda de 3,84%, cotada a R$ 19,04, além de um volume acima da média. No pregão de hoje foram movimentados R$ 47,5 milhões com os papéis da empresa, enquanto nas últimas 21 sessões, a média foi de R$ 24,1 milhões.
Já a HRT teve uma forte valorização nesta segunda. As ações da companhia encerraram o dia cotadas a R$ 3,79, um avanço de 4,12%. O volume foi quase o dobro que o habitual, com uma média de R$ 8 milhões movimentados por sessão, hoje as ações da companhia movimentaram R$ 14,6 milhões. Vale ressaltar que a empresa irá divulgar o seu balanço de 2012 ainda nesta segunda-feira.
