Eike avalia alterar participação na MPX; Eletropaulo e CPFL são multadas
Ainda entre os destaques, durante o fim de semana Petrobras recebe multa de R$ 173 milhões, mas estanca vazamento de petróleo na Bacia de Campos; Cemig emite R$ 2,6 bi em debêntures Por Paula BarraSÃO PAULO - Além dos indicadores econômicos, a temporada de balanços corporativos volta a ser o foco da agenda doméstica desta segunda-feira (4). Após o fechamento do pregão, seis companhias divulgam seus balanços trimestrais nesta data, entre elas a BRF (BRFS3), HRT (HRTP3) e Mills (MILS3).
Já entre os destaques corporativos, o empresário Eike Batista enviou um comunicado de esclarecimento à diretoria da MPX (MPXE3) depois do pregão de sexta-feira para atender a uma solicitação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
No documento, Eike confirmou que, no presente momento, não existe fato, estudo ou decisão minimamente completa o suficiente e adequada com relação a qualquer operação envolvendo a companhia. "Ressalvo, no entanto, que continuo buscando oportunidades de negócios no melhor interesse social da companhia e que o eventual rearranjo de participações societárias entre acionistas da MPX é uma hipótese que considero, dentre outras mais", afirma Eike.
Ele ainda reforçou que irá comunicar ao mercado de imediato sobre qualquer decisão tão logo exista de maneira minimamente completa, suficiente e adequada.
AES Eletropaulo e CPFL são multadas em R$ 15,7 mi
A AES Eletropaulo (ELPL4) e a CPFL (CPFE3) foram multadas na semana passada pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo) em um total de R$ 15,7 milhões, informou a Folha de S. Paulo.
A Eletropaulo foi multada em R$ 6,9 milhões por problemas no monitoramento nos níveis de tensão, entre outras falhas. A CPFL, em R$ 8,8 milhões por manter subestações, alimentadores, linhas, circuitos e transformadores com carga acima da capacidade admissível, além da falta de manutenção em suas subsestações.
Procuradas, tanto a Eletropaulo quanto a CPFL afirmaram que ainda não foram notificadas.
Maré ruim continua para Petrobras
Além disso, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) multou a Petrobras (PETR3; PETR4) em R$ 173 milhões, conforme informou a coluna Radar, da Veja.
O motivo é que a estatal usou um procedimento contabilmente incorreto para transferir seu patrimônio para outra empresa. Não há mais recurso possível na ANP.
Petroleira estanca vazamento na Bacia de Campos
Também reflete nesta sessão a notícia de que a Petrobras estancou durante o fim de semana o vazamento de óleo identificado no Campo de Marlim, um dos três maiores produtores da Bacia de Campos. A mancha de óleo foi localizada a 172 Km da costa de Macaé, no Rio de Janeiro.
Em nota, a empresa comunicou que o vazamento ocorrou por problemas no equipamento conhecido como árvore de natal molhada, do poço MRL-131.
Pelos cálculos da Petrobras, o volume de óleo detectado foi estimado em 108 litros, sendo 13 litros vazados na quinta-feira e outros 95, na sexta.
Cemig emite R$ 2,16 bi em debêntures
A Cemig Distribuição (CMIG4) fechou a maior captação no mercado de capitais brasileiro neste ano até o momento, com a emissão de R$ 2,16 bilhões em debêntures. Com boa demanda dos investidores, a companhia exerceu os lotes extras da oferta, que originalmente era de R$ 1,6 bilhão.
Os papéis foram emitidos em três séries. Na primeira, com vencimento em cinco anos, os investidores terão remuneração de 0,69% ao ano mais a variação da taxa DI (Depósito Interfinanceiro), abaixo do teto estipulado pela companhia, que era de 0,73%.
A segunda série, com prazo de oito anos e correção pela inflação medida pelo IPCA, renderá 4,70% ao ano, também abaixo dos 5,20% iniciais. Na terceira série, cuja taxa máxima era de 5,75% ao ano, a remuneração final dos papéis, que vence em 12 anos, ficou em 5,10% ao ano mais IPCA.
Gestora eleva participação acionária na Equatorial
A Equatorial Energia (EQTL3) comunicou ao mercado que investidores não residentes e fundos de investimento cujas carteiras são geridas pelo Credit Suisse Hedging-Griffo, sob responsabilidade do diretor Luís Stuhlberger, atingiram participação relevante de 5,08% do total de ações ordinárias emitidas pela companhia, equivalente a 10.073.318 papéis dessa espécie.
Adicionalmente, a gestora informa que, com esta aquisição, não pretende alterar a composição do controle, sendo que a oportunidade e conveniência do exercício do direito de eleição do conselheiro fiscal ou de administração em separado serão avaliadas pela Credit Suisse Hedging-Griffo.
Dança das cadeiras na diretoria da Telefônica Brasil
Por fim, a Telefônica Brasil (VIVT4) comunicou ao mercado que o seu Conselho de Administração, em reunião realizada na última sexta-feira, indicou Alberto Manuel Horcajo Aguirre para ocupar o cargo de diretor de finanças, controle e de relações com investidores, em substituição a Gilmar Roberto Pereira Camurra que deixou de exercer o referido cargo desde o final da semana passada.
A efetiva eleição e investidura do indicado ocorrerão tão logo obtenha-se a autorização a ser emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo que durante este período, o diretor geral e executivo da companhia, Paulo Cesar Pereira Teixeira, responderá, interina e cumulativamente, pela diretoria de finanças, controle e de relações com investidores.
