Vale acelera projeto de US$ 15 bi; Petro perde R$ 330 mi por mês com subsídio

Ainda entre os destaques, Abílio Diniz é cotado para presidência do Conselho da BR Foods e MMX vai recorrer contra autuação da Receita ainda este mês
Por Paula Barra  
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SÃO PAULO - Os mercados iniciam esta quarta-feira (9) com a repercussão do balanço da Alcoa, a primeira integrante do índice Dow Jones a apresentar o resultado do quarto trimestre, enquanto aguardam a reunião da presidente Dilma Rousseff com o setor elétrico para discutir sobre o baixo nível dos reservátorios de água. 

Ainda entre as principais referências, a Vale (VALE3; VALE5) vai acelerar projeto de US$ 15 bilhões - o primeiro dos dois berços do pier IV, como é conhecida a nova estrutura de atracação em Ponta da Madeira, no Maranhão -, que deve entrar em operação já em março.

Ele forma o elo final de uma cadeia de logística que vai receber esse aporte até 2017. O investimento é estratégico para sustentar o crescimento previsto de 80% na capacidade de produção de minério de ferro da empresa no Norte do País, informou o Valor

Petrobras: perdas de R$ 330 milhões por mês
Também entre os destaques corporativos, o acionamento das usinas térmicas para compensar o baixo nível dos reservatórios das hidroelétricas está provocando perdas de até R$ 330 milhões por mês para a Petrobras (PETR3; PETR4) com a comercialização de gás, segundo cálculos das consultorias Gas Energy e do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), respectivamente, e divulgados no O Globo. O valor considera a diferença do preço do GNL (Gás Natural Liquefeito) importado e o valor que a estatal recebe das térmicas pelo produto.

Segundo o CBIE, a Petrobras paga pelo GNL no mercado internacional US$ 13 por milhão de BTU (unidade de referência térmica do setor). O problema é que a estatal recebe de US$ 4 a US$ 5 por milhão de BTU vendido às usinas térmicas. Ou seja, um prejuízo de até US$ 8 por milhão de BTU. Nas contas da Gas Energy, a Petrobras paga US$ 18 no exterior e recebe US$ 12 das usinas térmicas.

Em seu balanço mais recente, do terceiro trimestre de 2012, a Petrobras informou que importava 54 mil barris de GNL por dia, ante 17 mil barris diários no mesmo período do ano anterior. 

Abílio Diniz é cotado para presidência do Conselho da Brasil Foods
O empresário Abílio Diniz estaria articulando a entrada para o Conselho de Administração da Brasil Foods (BRFS3), num movimento subsequente à compra de R$ 60 milhões em ações da companhia. 

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, uma grande mudança está sendo articulada pelos fundos de pensão Previ, Petros e Valia para que Diniz substitua Nildemar Secches como presidente do Conselho de Administração da companhia.

MMX vai recorrer contra autuação da Receita ainda neste mês
O presidente da MMX Mineração (MMXM3), Guilherme Escalhão, afirmou, em entrevista para Valor, que os dois autos de infração da Receita Federal, que foram recebidos no fim do ano passado pela mineradora e somaram R$ 3,758 bilhões, dizem respeito a supostos ganhos de capital da empresa que não são procedentes.

A mineradora do empresário Eike Batista, que tem até 30 dias para apresentar a sua defesa, fará um pedido de impugnação administrativa ainda este mês e, de acordo com seu presidente, vê como remotas as chances de derrota.

Itaú pode reduzir mais quadro de funcionários
Já no setor financeiro, o Itaú Unibanco (ITUB4) seguirá focado em ganhar eficiência em 2013, estratégia que pode incluir a redução de pessoal, embora em velocidade menor que no ano passado, disse à Reuters na última terça-feira (8) o diretor corporativo de Controladoria e de Relações com Investidores do banco, Rogério Calderón. 

Esse esforço, no entanto, não será suficiente para que o maior banco privado da América Latina atinja a meta de eficiência prometida para este ano. O índice de eficiência mede quanto um banco gasta para gerar receita. Portanto, quanto menor, melhor. Em setembro último, o do Itaú estava em 45,5%, enquanto o índice do Bradesco (BBDC4) estava em 41,7% e a do Banco do Brasil (BBAS3), em 46,8%. 

Eletrobras pode cair mais 27%, aponta grafista
Em apuros em termos de fundamentos, com a possibilidade de um racionamento de energia no brasil por conta do baixo nível dos reservatórios de água das hidroelétricas, o analista técnico da Ativa, Gilberto Coelho, não vê motivos para acreditar em recuperação das ações da Eletrobras (ELET6). 

Coelho recomenda a venda dos papéis preferenciais, já que os investidores mais cautelosos criam uma pressão vendedora ao iniciar vendas na bolsa, e a subsquente bola de neve é alvo da análise técnica. "ELET6 perdeu suporte de sua LTA (Linha de Tendência de Baixa), após formar um padrão de baixa com candlesticks", avalia Coelho.

O analista técnico da Ativa enviou a ordem de venda aos seus clientes e estima que a ação deve alcançar os suportes em R$ 8,70 e R$ 7,05 - na mínima de novembro de 2012 -, sendo possível que caia até 27,5% em relação aos preços atuais. 

Milton Goldfarb sairá da diretoria de incorporação da PDG
Milton Goldfarb sairá da diretoria de incorporação da PDG Realty (PDGR3), segundo notícia do Valor Econômico desta quarta-feira. A empresa ainda não se pronunciou sobre o assunto.

No final de 2012, a companhia contratou um head hunter para selecionar o substituto, diz a reportagem. Fontes dizem ao jornal que Eduardo Machado, diretor vice-presidente de incorporação da Viver (VIVR3), está entre os mais cotados para o cargo.

BR Pharma integra áreas e quer abrir 100 lojas em 2013
Por fim, a varejista de farmácias Brazil Pharma (BPHA3), cujo maior acionista é o banco BTG Pactual, pode conseguir encerrar neste ano o processo de integração das redes adquiridas desde 2010. A integração da área operacional, a mais demorada, deve levar aproximadamente mais um ano, diz André Sá, presidente da empresa, para o Valor. Criada em dezembro de 2009 com metade da diretoria oriunda do mercado financeiro, ela surgiu com o intuito de crescer por meio de aquisições.

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Renato Sherlo (09/01/2013 09:39:10) Petrobosta