Ações do Grupo Oi têm movimentos divergentes em dia de estreia na bolsa

Enquanto ativo OIBR3 caiu 4,47%, ação OIBR4 teve alta de 1,46%, sendo destaques de queda e de alta do Ibovespa
Por Lara Rizério  
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SÃO PAULO - No dia de sua estreia, as ações ordinárias do Grupo OI (OIBR3) apresentam desempenho negativo no pregão. Na sessão dessa segunda-feira (9), as ações ordinárias da companhia apresentaram queda de 4,47%, cotadas aos R$ 11,76 - a maior desvalorização dos ativos que compõem o Ibovespa. Os papéis OIBR3 chegaram a apresentar queda ainda maior, de 5,36% (R$ 11,65), quando atingiram a cotação mínima no intraday, mas tiveram alta de 3,90%, aos R$ 12,79. 

Já o benchmark da bolsa teve queda de 1,21%, aos 62.923 pontos. Os papéis preferenciais da companhia (OIBR4), por sua vez, apresentaram alta de 1,46%, aos R$ 9,70 - a terceira maior valorização do benchmark da bolsa no pregão. Esses novos ativos substituem a antiga formação do grupo Oi, que era composta pelas companhias abertas Tele Norte Leste Participações (TMAR5), Telemar (TNLP3; TNLP4) e Brasil Telecom (BRTO3; BRTO4), além da Coari Participações. Com a reestruturação, o grupo ficou com apenas uma empresa listada na BM&FBovespa, a Brasil Telecom, que, ao fim do processo, teve a razão social alterada para Oi S/A.

Perspectiva negativa
De acordo com o analista da Omar Camargo, Felipe Rocha, esse movimento negativo das ações ordinárias é sequência dos maus resultados obtidos pela companhia no quarto trimestre de 2011 - com queda de 80% no lucro líquido -, assim como pela questão de porque os dividendos pagos pela companhia foram mais altos do que nos períodos anteriores, já que os resultados não foram tão positivos. "O mercado ainda questiona se não era necessário esperar mais um pouco para pagar proventos maiores em meio à esse processo de reestruturação", afirma o analista.

Os resultados de 2011 acabam por interferir nas perspectivas para 2012 negativamente, avalia Rocha. O mercado avalia que os próximos períodos não devem ser positivos para a companhia, com perda na margem de rentabilidade devido à sua estratégia mais agressiva de expansão. Associado a isso, está o aumento da concorrência entre as empresas de telecomunicações, o que pode levar a uma queda miaor nas margens, segundo Rocha. 

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