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Saiba onde estão suas ações e quem é responsável por protegê-las

É a Central Depositária da BM&FBovespa quem guarda suas ações por meio de uma estrutura totalmente eletrônica

SÃO PAULO - Você certamente já ouviu que investir em ações é uma boa opção para quem busca rentabilidade no longo prazo. Pensando nessa teoria, investidores optam por essa aplicação para fazer seu "pé de meia" e garantir o futuro. Mas você não fica com a posse física do papel, certo? Então quem é responsável por proteger esse bem tão valioso e garantir que você possa resgatá-lo mais tarde?

Engana-se quem pensa que é a corretora ou o banco pelo qual optou investir. Ainda que seja importante verificar a credibilidade da instituição antes de começar a negociar, a Central Depositária BM&FBovespa - antiga CBLC (Central Brasileira de Liquidação e Custódia) -  é quem, de fato, garante as operações de compra e venda de ações na bolsa e quem guarda suas ações por meio de uma estrutura totalmente eletrônica.

Única instituição desse tipo no Brasil, a Central é responsável pela prestação de serviço de guarda centralizada para ativos de renda variável e renda fixa, bem como pela realização de pagamentos e recebimentos. Às corretoras e aos bancos cabem repassar ao investidor as informações recebidas da Central Depositária.

Relacionamento
Embora não possua um relacionamento direto com o investidor, uma vez que é a corretora que se comunica com os participantes do mercado, a Central oferece meios para que o acionista possa monitorar seus papéis.

Cada acionista possui uma conta individual na Central, que é feita quando ele se cadastra em uma corretora ou banco para começar a operar ações. E é por meio desta conta que ele poderá consultar o extrato de sua custódia. Para isso, basta acessar o CEI (Canal Eletrônico do Investidor), por meio do endereço eletrônico www.bmfbovespa.com.br/cei e fornecer o número da conta e a senha.

Além desse serviço on-line, a Central também envia o extrato de custódia mensalmente para o endereço fornecido pelo investidor ao custodiante (instituições contratadas pelo acionista para negociar seus ativos). Esse documento demonstra a posição no último dia útil do mês e as movimentações ocorridas no mês de referência.

Outro guardião
Mas como toda regra tem uma exceção, algumas ações de empresas de telefonia podem não estar na Central Depositária. É que muitos que compraram linhas de telefone fixo das companhias locais entre 1975 e 1995 tinham direito a ações da Telebras, as quais estão no livro de Registro da Companhia Emissora dos papéis.

O controle do livro é feito por uma Instituição Financeira Depositória nomeada pela empresa e somente são transferidas para a BM&FBovespa após a identificação do titular e o pedido desse acionista junto a uma corretora em que está cadastrado.

Como consultar?
No caso da Telebras, as ações estão em custódia no Banco Bradesco desde 10 de maio de 2010. Para saber se tem direito a esses papéis, o acionista precisa procurar uma agência do banco, com RG, CPF e comprovante de residência.

Caso não conste posição no nome do detentor da linha telefônica, o acionista poderá solicitar a consulta para saber se tem ou não direito aos papéis. A consulta também é feita por meio de uma agência e o investidor precisa apresentar, além dos documentos de identificação, obrigatoriamente o contrato de aquisição da linha.

Cabe lembrar que, em maio de 1998, a Telebras passou por um processo de reestruturação, que resultou na cisão da companhia em 12 novas empresas, além da própria estatal. Desta forma, cada investidor da Telebras passou também a ser acionista dessas companhias na mesma quantidade de ações que possuía na Telebras.

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