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Corte da Caixa em financiamento diminui preço final de imóvel de R$ 500 mil em até R$ 78 mil; especialista diz que é hora de comprar

Para professor da PUC-RS, o momento para comprar um imóvel é agora para quem tem situação estável

Compra de imóvel
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (16), a Caixa Econômica Federal anunciou cortes nos juros do financiamento imobiliário pela primeira vez desde novembro de 2016. A taxa caiu 1,25 ponto porcentual para o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE): agora, a taxa mínima para imóveis no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ficam em 9% ao ano, enquanto o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) tem valor mínimo de 10% ao ano.

Outra medida anunciada pela Caixa foi a de permitir um crédito imobiliário maior. A partir desta segunda, retorna a possibilidade de financiar até 70% do valor do imóvel, ante os 50% que a instituição vinha praticando.

Para um imóvel de R$ 500 mil, que se enquadra dentro do SFH, um financiamento com prazo de 30 anos, o valor do financiamento pode sair até R$ 78 mil mais barato com as novas taxas, o que corresponde a 15,6% do valor total do imóvel. Com a taxa antiga, o custo total da compra ficaria em R$ 1,113 milhão; agora, passa a ser de R$ 1,035 milhão financiando 70% do imóvel. O cálculo foi feito utilizando uma calculadora baseada na Tabela Price. 

Para Alfredo Meneghetti, professor da pós-graduação em Finanças, Investimento e Banking da PUC-RS, esse benefício gera uma oportunidade grande de compra para o cidadão que esteja confortável financeiramente. Isso porque, finalmente, o juro do financiamento imobiliário está relativamente próximo à taxa Selic (agora em 6,5% ao ano).

“Não tenho dúvida nenhuma de que é o melhor momento para comprar um imóvel, inclusive reparando na recuperação da economia”, diz o especialista. “Como professor de finanças, acredito que, diferente de outros tipos de crédito, para a casa própria o cidadão deve efetivamente tomar financiamento e buscar imediatamente a realização dessa compra”.

Ele acrescenta que a esperada melhora na economia deve gerar uma corrida pelos negócios imobiliários, principalmente porque há muitos empreendimentos em “stand by” construídos em meio à crise. “Com um provável crescimento da economia, podem abrir novas oportunidades de emprego, e isso é uma injeção muito boa também para o setor imobiliário à medida que há uma agenda de benefícios para essa compra”. Ao mesmo tempo, os preços ainda não estão na iminência imediata de subir, de acordo com o professor. “Este mercado ainda não está aquecido e os preços não caíram tanto durante a crise, deve haver uma estabilidade”.

À vista

Vale lembrar que, para quem está capitalizado, a compra de um imóvel à vista continua vantajosa, e pode ser um bom negócio mesmo na comparação com outros investimentos enquanto a Selic está baixa. Para saber mais, clique aqui

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