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São Paulo ou Buenos Aires? Saiba onde o metro quadrado é mais barato

Em São Paulo, os valores médios oscilam entre R$ 16.300 a R$ 4.300 e, em Buenos Aires, entre R$ 5 mil e R$ 18 mil

SÃO PAULO – O preço médio do metro quadrado dos imóveis em Buenos Aires é pouco maior que o de São Paulo, segundo levantamento realizado pelo Imovelweb. Enquanto a média da capital paulista é de R$ 7.300, a de Buenos Aires fica na faixa dos R$ 7.900, 8% maior.

No ano passado, essa diferença era ainda maior: Buenos Aires teve uma média de R$ 8.545 contra R$ 7.280 em São Paulo. “Entre dezembro de 2015 e maio de 2016, a diferença de preços caiu de 17% para 8%. A variação cambial no Brasil tem impacto direto nesta melhora dos valores em São Paulo”, disse Mateo Cuadras, CEO do Imovelweb. Ele explica que, se comparados em dólar, o preço médio de ambas as cidades teve uma recuperação.

Em São Paulo, os valores médios oscilam entre R$ 16.300 a R$ 4.300 e, em Buenos Aires, os preços ficam entre R$ 5 mil e R$ 18 mil.

Para a análise, foi considerada a zona central de São Paulo (regiões Centro, Centro-Sul, Sudeste e Oeste), que abrange uma área de 367 km² e todos os 48 bairros de Buenos Aires, um total de 202 km².

Outro ponto do levantamento é que, apesar do preço médio superior ao de São Paulo, Buenos Aires conta com apenas um bairro com preço superior a R$ 11 mil: Puerto Madero, com uma média de R$ 18.006. Em São Paulo, por outro lado, 12 bairros ficam acima da média; Jardim Europa, Vila Nova Conceição e Ibirapuera são alguns deles.

Quanto tempo para comprar?
Levando em conta o salário médio de R$ 2.300 mensais em São Paulo e de R$ 3.241 em Buenos Aires, para comprar um apartamento de 65m² em São Paulo seriam necessários 17 anos, considerando um valor de R$ 574 mil; em Buenos Aires, esse tempo seria de 13 anos, para o valor de R$ 513 mil.

“Se considerarmos as regiões com preços mais baixos nas duas cidades, o tempo necessário para comprar um apartamento de 65 m² será equivalente a 10 anos. Nesse caso, os paulistas conseguem comprar um apartamento de R$ 279 mil e os argentinos de R$ 390 mil“, acrescentou o CEO.

Buenos Aires
(Wikimedia Commons)

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