Venda de imóveis novos na capital paulista caem 6,6% em 2015, diz Secovi

Considerando o Valor Global de Vendas (VGV), a queda na comercialização de imóveis residenciais novos atingiu 22,8%, para cerca de R$ 9,9 bilhões

 10 mar, 2016 08h31
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(Shutterstock)

As vendas de unidades novas na cidade de São Paulo caíram 6,6% no ano de 2015 ante o ano anterior, para 20,148 mil unidades, segundo pesquisa do departamento de economia e estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Foram negociadas 1.700 unidades ao mês, em média, ao longo do ano passado, na cidade. Com isso, a velocidade de vendas média do ano, medida por Vendas sobre Oferta (VSO), caiu de 7,4%, para 5,7%. Já considerando o indicador de 12 meses, o VSO passou de 51,9% para 41,5%.

 

"O mercado de venda de imóveis novos só não foi pior porque as necessidades habitacionais são dinâmicas, contínuas, e a aquisição da primeira moradia, especialmente, está inserida no dia a dia das famílias", afirma o sindicato.

 

Considerando o Valor Global de Vendas (VGV), a queda na comercialização de imóveis residenciais novos atingiu 22,8%, para cerca de R$ 9,9 bilhões. Em nota, o Secovi-SP pontua o efeito no setor da mistura de economia enfraquecida e confiança em baixa, além do "esgotamento dos recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para financiamento imobiliário, que amargaram queda de 33% em 2015."

 

No caso específico de São Paulo, também foi citada dificuldade em viabilizar novos projetos devido às regras do Plano Diretor Estratégico. A capital encerrou o mês de dezembro com uma oferta de 27,055 mil unidades disponíveis para venda, frente aos 27,255 mil do final de 2014, de acordo com o Secovi-SP.

 

O volume de lançamentos de imóveis residenciais na capital paulista caiu 37% em 2015 na comparação com 2014, para 21,445 mil unidades, informa o Secovi-SP, com base em dados da Embraesp. De acordo com nota do sindicato, essa queda já era esperada em um ano de ajustes, a fim de equilibrar a oferta de imóveis na capital paulista.

 

Em termos de Valor Global de Lançamentos (VGL) de Imóveis Residenciais, a baixa foi de 51,5%, para cerca de R$ 10,0 bilhões, considerando valores atualizados pelo INCC-DI de dezembro de 2015.

 

Para 2016, a expectativa é de um ano ainda difícil, em função da crise econômica e política. "Diante do atual quadro econômico e de demanda, nossa perspectiva é de que o mercado acompanhe o mesmo comportamento de 2015, com manutenção das vendas e lançamentos em São Paulo", afirma o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

 

Região Metropolitana

 

Com exceção da capital, as demais cidades da Região Metropolitana registraram a comercialização de 13,018 mil unidades em 2015, queda de 19,7% em relação a 2014, quando foram vendidos 19,728 mil imóveis. Em VGV, a baixa foi de 41,4%, para R$ 4,5 bilhões.

 

No acumulado do ano, segundo a Embraesp, as demais cidades da região registraram o lançamento de 13,717 mil unidades, com queda de 37% em relação a 2014, quando se somou 21,594 mil unidades. Em Valor Global de Lançamentos de Imóveis Residenciais, a baixa foi de 43%, para R$ 4,7 bilhões.

 

O indicador VSO desses municípios, considerando as vendas de 12 meses, fechou em 49,4%, de 56,3%. A capital encerrou o mês de dezembro com uma oferta de 15,113 mil unidades disponíveis para venda, frente aos 15,200 mil do final de 2014, de acordo com o Secovi-SP.

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