Por Juliana Américo Lourenço da Silva Em imoveis  16 ago, 2012 16h27

Reclamações contra construtoras crescem 31% no semestre

Segundo dados da Amspa, queixas contra bancos, por conta de desacordo no financiamento, também cresceram no período

Por Juliana Américo Lourenço da Silva Em imoveis  16 ago, 2012 16h27

SÃO PAULO –  As reclamações contra construtoras cresceram no primeiro semestre deste ano, segundo revela levantamento da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências).

De acordo com a Associação, em relação a igual período do ano passado, as reclamações contra as construtoras cresceram 31%, passando de 888 para 1.163 queixas. Dos mutuários que reclamaram, 540 entraram na Justiça, contra 400 de 2011, o que gerou um aumento de 35%.

As principais reclamações foram sobre atrasos na obra, vícios ou defeitos de construção, taxas abusivas, cobranças de juros sobre juros e saldo residual.

Bancos
No caso de desacordos no financiamento com os bancos, houve 526 reclamações, sendo que no ano anterior foram registradas 390 queixas, um aumento de 35%. Já em relação aos mutuários insatisfeitos que moveram ações, o acréscimo foi de 38%, passando de 270 para 372.

Cuidados
Alguns cuidados podem ser tomados para evitar problemas futuros, que podem levar o comprador a desistir do imóvel ou
refazer seus planos pessoais.

O presidente da AMSPA, Marco Aurélio Luz, aconselha que os compradores que adquiriram seus bens na planta, e querem se precaver contra problemas durante a construção, formem uma “Comissão de Representantes” que possibilitará aos proprietários de imóveis a fiscalizar a obra. “Por meio do monitoramento, os futuros moradores poderão ficar cientes sobre todo o andamento da obra, desde a qualidade do material que está sendo utilizado até o cumprimento do cronograma previsto no contrato, entre outros procedimentos”, explica.

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(Getty Images)

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