Reclamações contra construtoras crescem 31% no semestre

Segundo dados da Amspa, queixas contra bancos, por conta de desacordo no financiamento, também cresceram no período
Por Juliana Américo Lourenço da Silva  
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SÃO PAULO –  As reclamações contra construtoras cresceram no primeiro semestre deste ano, segundo revela levantamento da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências).

De acordo com a Associação, em relação a igual período do ano passado, as reclamações contra as construtoras cresceram 31%, passando de 888 para 1.163 queixas. Dos mutuários que reclamaram, 540 entraram na Justiça, contra 400 de 2011, o que gerou um aumento de 35%.

As principais reclamações foram sobre atrasos na obra, vícios ou defeitos de construção, taxas abusivas, cobranças de juros sobre juros e saldo residual.

Bancos
No caso de desacordos no financiamento com os bancos, houve 526 reclamações, sendo que no ano anterior foram registradas 390 queixas, um aumento de 35%. Já em relação aos mutuários insatisfeitos que moveram ações, o acréscimo foi de 38%, passando de 270 para 372.

Cuidados
Alguns cuidados podem ser tomados para evitar problemas futuros, que podem levar o comprador a desistir do imóvel ou
refazer seus planos pessoais.

O presidente da AMSPA, Marco Aurélio Luz, aconselha que os compradores que adquiriram seus bens na planta, e querem se precaver contra problemas durante a construção, formem uma “Comissão de Representantes” que possibilitará aos proprietários de imóveis a fiscalizar a obra. “Por meio do monitoramento, os futuros moradores poderão ficar cientes sobre todo o andamento da obra, desde a qualidade do material que está sendo utilizado até o cumprimento do cronograma previsto no contrato, entre outros procedimentos”, explica.

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