Sudeste é a região mais cara para construir: R$ 878,97 por metro quadrado

O valor, que considera materiais e mão de obra, ficou acima do custo médio nacional, que atingiu R$ 838,46 em julho
Por Gladys Ferraz Magalhães  
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SÃO PAULO – Os moradores da região Sudeste foram os que mais desembolsaram na hora de construir um imóvel no mês de julho deste ano.

Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira (8), revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 878,97, incluindo materiais e mão-de-obra. Já o custo médio nacional atingiu R$ 838,46 no mês passado.

Em seguida estão as regiões Sul, onde o valor do metro quadrado alcançou R$ 844,26; Norte, onde os custos atingiram R$ 839,53; e Centro-Oeste, com o metro quadrado a R$ 833,19. Os moradores do Nordeste, por sua vez, foram os que pagaram menos na hora de construir no mês passado: R$ 788,51.

Em relação ao maior aumento de custo em julho, na comparação com junho, a região Sul se destacou, mostrando um avanço de 1,34%. Já as regiões Norte e Centro-Oeste, por sua vez, foram as que tiveram os menores aumentos no mês passado, com avanços de 0,12% cada, se comparado com o mês anterior.

Por estado
Ao analisar os dados por estado, o Paraná registrou a maior variação mensal, de 2,49%, devido à pressão exercida pelo reajuste salarial no estado. A segunda maior variação ficou com Santa Catarina (0,51%).

Na outra ponta, os estados do Tocantins, Ceará e Pernambuco registraram variação negativa, com taxas de -0,15%, -0,24% e -0,04%, respectivamente.

Com relação ao estado mais caro para se construir, o Rio de Janeiro ficou novamente em primeiro lugar, com R$ 952,81. Por outro lado, o Espírito Santo registrou o menor custo, de R$ 733,60.

Índice
O Índice Nacional da Construção Civil engloba o preço da mão-de-obra, que ficou em 0,54%, ou seja, 0,78 p.p. menor, se comparado com junho, e de materiais de construção (0,07%), desaceleração de 0,09 p.p. em relação ao sexto mês do ano.

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