SÃO PAULO - O brasileiro gastou 0,67% a mais para construir no mês de janeiro, segundo informações do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta quinta-feira (26).
A variação é 0,32 ponto percentual maior do que a registrada em dezembro do ano passado, quando ficou em 0,35%. Nos últimos 12 meses, o INCC-M, que é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, tem variação acumulada de 7,90%.
Grupos
O grupo Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,27% este mês, resultado superior ao apurado em dezembro, de 0,18%. Todos os quatro subgrupos de Materiais e Equipamentos apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. No caso do subgrupo materiais para estrutura, a taxa foi de 0,14%; em materiais para instalação, houve alta de 0,25%; em materiais para acabamento, o acréscimo foi de 0,56%; e em equipamentos para transporte de pessoas, a taxa foi de 0,26%.
No que diz respeito ao grupo Mão de Obra, a variação foi de 0,98% este mês, percentual maior, frente à taxa de 0,47% verificada no último mês de 2011. Já Serviços ficou em 0,68%, contra 0,39% registrado no mês anterior.
Influências
No geral, as maiores influências positivas para o resultado apurado no mês de janeiro foram as seguintes: ajudante especializado (de 0,53% para 1,20%), servente (de 0,50% para 1,01%), carpinteiro – fôrma, esquadria e telhado - (de 0,43% para 0,89%), pedreiro (de 0,41% para 0,78%) e engenheiro (de 0,38% para 1,05%).
Por outro lado, as maiores influências negativas foram perna 3X3 estronca de 3ª (de 0,60% para -0,97%), argamassa (de -0,25% para -0,17%), condutores elétricos (de 0,38% para -0,20%), eletrodutos de PVC (de -0,15% para -0,19%) e compensados (de 0,22% para -0,04%).
Capitais
Considerando as sete capitais estudadas pela FGV neste mês, cinco apresentaram aceleração, conforme mostra tabela a seguir:
| Cidade | Dezembro de 2011 (%) | Janeiro de 2012 (%) |
| Salvador | 0,02 | 0,32 |
| Brasília | 0,97 | 0,01 |
Belo Horizonte
| 0,09 | 4,40 |
| Recife | 2,77 | 0,31 |
| Rio de Janeiro | 0,16 | 0,29 |
Porto Alegre
| 0,08 | 0,17 |
| São Paulo | 0,15
| 0,19 |