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Momento agora é excepcional para fundos imobiliários - e ele não deve se repetir no Brasil

Enorme potencial em um mercado ainda crescente vem combinado com outros fatores positivos para o mercado

São Paulo
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mercado imobiliário é cíclico, e disso não há mais dúvidas. Após anos de crise, cedo ou tarde os preços tendem a ver recuperação - o que varia é a velocidade e a intensidade. Este é só um dos pontos que favorecem o investimento em fundos imobiliários em 2018, de acordo com os gestores e especialistas que participaram do painel de fundos imobiliários realizado pela XP Investimentos nesta terça-feira (5). 

Além de todas as especificidades de um período de recuperação econômica, os fundos imobiliários brasileiros ganham com a queda de juros. Isso porque o principal "concorrente" dos FIIs não é a renda fixa, e sim os investimentos com lastro em juros. Dificilmente haverá dois dígitos no futuro próximo novamente, comentaram os especialista em Real Estate, desta forma, o cenário no momento é positivo neste sentido. 

Mas o que realmente torna esta oportunidade realmente única é a combinação destes fatores todos com a imaturidade do Brasil em Fundos Imobiliários - algo que, uma vez superada, não deve retornar. De acordo com Leonardo Lombardi, da área de Distribuição de FIIs na XP Investimentos, um mercado de trilhões de dólares nos Estados Unidos ainda vale US$ 40 bilhões no Brasil, mas o investidor deve retornar ao investimento em um caminho sem volta - principalmente em um país patrimonialista e apegado a imóveis como o Brasil. 

Apesar da significativa queda do IFIX observada nos últimos dois meses (mais de 6,5%), todos os especialistas apostam em recuperação dos ativos de qualidade. É válido lembrar que contratos imobiliários normalmente são revistos a cada 3 anos, então quem assinou em edifícios AAA durante o período de crise deve passar a pagar mais caro, no máximo, em 2021. Em outras palavras, qualquer investidor com foco em médio e longo prazo pode se beneficiar. 

Ainda dentro de escritórios, a ocupação comum tende a melhorar com a retomada dos empregos, mas outra demanda também acende o interesse dos gestores: o coworking. "Há uma mudança de ocupantes, e isso tende a se refletir neste mercado", diz Garcia.

Na frente de logística, gestores veem grande potencial principalmente decorrente da demanda do consumo via comércio eletrônico. Galpões de logística de qualidade devem valorizar FIIs nos próximos anos em consequência da busca do setor varejista. Ao mesmo tempo, todos eles concordam: shoppings centers estão longe de acabar no Brasil. 

Dados da Abrasce e do IBGE mostram que o cliente jovem, até 35 anos, compra mais em shopping do que pelo celular. Isso se deve ao fato de que o país tem uma tendência a lançar shoppings como centros de entretenimento e lazer - não apenas de compras. Desta forma, o e-commerce pode até ameaçar algumas lojas específicas, mas não o shopping como um todo. 

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