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Crise política: quem ganha e quem perde nos fundos imobiliários

Aqueles que souberem evitar o pânico e aproveitar oportunidades vencem com esse cenário

SÃO PAULO - Liberadas entre quinta e sexta-feira desta semana, as acusações e gravações de Joesley Batista, um dos donos da JBS, contra políticos, principalmente o presidente Michel Temer, terão impacto certo na economia e investimentos. Dentro dos fundos imobiliários, há grupos que ganham e grupos que perdem em cenários como este. 

Nesta quinta-feira, data em que os mercados reagiram mais enfaticamente às acusações, o IFIX, referência em fundos imobiliários, caiu 3,01%. O Ibovespa, por sua vez, teve queda grande que chegou a acionar o circuit breaker e fechou com baixa de 8,8%. Isso mostra que o IFIX tem uma volatilidade muito menor que a do principal índice da B3.

Em um dia, o Yield do NTN-B com vencimento em 2024 passou de 5% para 6%, com o mesmo pano de fundo. Esse salto grande também tem relação com o novo risco relacionado ao cenário político: investidores passam a opções menos arriscadas com o medo do futuro.

Para comentar as movimentações, agora e daqui para frente, o professor do InfoMoney Educação Arthur Vieira de Moraes preparou uma apresentação para seu programa Fundos Imobiliários, na InfoMoneyTV, apresentado nesta sexta-feira às 15h30.

Segundo ele, a paralisação das reformas trabalhista e da previdência cria um ambiente pior para fundos de contratos imobiliários atípicos – que são mais longos e se parecem mais com fundos de renda fixa e, portanto, sentem o efeito dos juros – e aqueles contratos típicos, principalmente os atrelados a espaços voltados ao consumo, já que a confiança do consumidor também é afetada.

Ao mesmo tempo, quem souber evitar o pânico tem muito a ganhar. “Essa não é a primeira crise e nem vai ser a última”, diz o especialista. “O país é complexo, e já foi muito mais complexo, mas nunca parou. Pelo contrário, continuou progredindo”, acrescenta. Tendo isso em vista, ele acredita que é necessário continuar olhando para frente sem fugir ou fazer qualquer movimentação brusca. Confira o programa no player abaixo:

Depois dessa análise, no segundo bloco, o professor recebe o advogado especializado Carlos Eduardo Ferrari e fala sobre contratos imobiliários e legislação acerca de fundos que rentabilizam em cima deles.

Até que ponto o judiciário protege contratos imobiliários? Como a segurança jurídica se reflete na segurança de investimentos em fundos imobiliários?

De acordo com o especialista, há mais que a matrícula de um imóvel para se atentar no momento de fechar um acordo. O passado de um imóvel é importante para garantir se há problemas relacionados ao mesmo e, portanto, não devem ser ignorados. Confira a seguir:

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