SÃO PAULO - Nem mesmo as projeções de queda do preço do minério de ferro nos próximos dois anos é capaz de desencorajar a Gerdau (GGBR4) em seu processo de monetização de 2,9 bilhões de toneladas de ativos de mineração. “Seguimos no processo”, disse o diretor presidente da empresa, André Gerdau, em teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira (16).
Segundo ele, os estudos de negócios e os de logística foram concluídos e, desde janeiro, a empresa está no processo de prospecção de parceiros, com o Goldaman Sachs à frente, como advisor. Sobre prazos, não há muitas previsões. "Nós temos as nossas metas internas", afirmou o executivo.
Por sua vez, e evocando projeções de longo prazo, o CEO diz que a queda da demanda por minério, registrada no segundo semestre do ano passado, não deverá influenciar na monetização. “Essas oscilações de curto prazo são normais no mercado e no momento que estamos vivendo”, disse o diretor da companhia, que não confirmou a preferência da Gerdau por ser a controladora do negócio. “Dependendo do parceiro, pode evoluir para outras composições”, explicou.