SÃO PAULO – Os fundos de renda fixa continuaram a liderar a entrada de recursos nas assets (gestoras de recursos) em janeiro e registraram uma captação líquida (diferença entre depósitos e saques) de R$ 6,625 bilhões no primeiro mês do ano. O movimento seguiu a mesma linha do ano anterior, quando estes fundos também foram responsáveis pela maior captação da indústria de fundos no Brasil.
De acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgados nesta terça-feira (7), foram efetuados R$ 71,557 bilhões em aplicações neste tipo de fundo no mês passado, contra R$ 64,922 bilhões de resgates.
Com isso, o PL (Patrimônio Líquido) dos fundos de renda fixa atingiu R$ 622,04 bilhões no primeiro mês do ano, o que representa 31,3% do PL total da indústria de fundos no Brasil (R$ 1,984 trilhão, contando com fundos off-shore).
Os fundos de curto prazo ficaram em segundo lugar, com captação de R$ 5,608 bilhões (diferença entre R$ 60,518 bilhões de depósitos e R$ 54,909 bilhões de retiradas), seguido pelos FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios), com captação de R$ 2,321 bilhões, e pelos fundos referenciados DI, que captaram R$ 1,639 bilhão em janeiro.
Pior captação
Na direção oposta, os fundos de ações registraram captação negativa de R$ 1,1 bilhão, resultado de R$ 2,690 bilhões de aplicações e R$ 3,793 bilhões de resgates. Os fundos de dívida externa, por sua vez, captaram R$ 2,3 milhões e os cambiais, R$ 37,9 milhões, completando a lista de três tipos de fundos com pior captação no mês de janeiro.
No total, a indústria de fundos brasileira registrou captação líquida de R$ 17,08 bilhões, após R$ 236,197 bilhões de depósitos e R$ 219,117 bilhões de retiradas.