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ENTREVISTA: por que a Fibria tem tudo para ser o "porto seguro" da Bovespa em 2018

Guilherme Cavalcanti (CFO da Fibria) explica porque a empresa vive um verdadeiro "céu de brigadeiro" no mercado neste momento

SÃO PAULO - O InfoMoney entrevistou nesta terça-feira (14)  o CFO (Chief Financial Officer) da Fibria (FIBR3), Guilherme Cavalcanti. A Fibria é uma das 10 melhores ações do Ibovespa neste ano e já subiu 90% nos últimos 6 meses. Ela é uma das empresas recomendadas na Carteira InfoMoney de Novembro (clique aqui para acessá-la).

A dinâmica favorável do mercado de celulose (que encontra-se com demanda crescente mas oferta cada vez mais restrita) tem ajudado as empresas do setor na bolsa, mas a Fibria tem destoado de Suzano e Klabin principalmente desde o final de setembro, após a inauguração do bilionário projeto Horizonte 2. Inaugurado três semanas antes do previsto, com um orçamento R$ 300 milhões abaixo do previsto e com resultados iniciais melhores que o esperado, a ação FIBR3 já subiu cerca de 30% desde o lançamento - ao mesmo tempo, SUZB3 e KLBN11 subiram 15% e 7%, respectivamente.

Confira no vídeo abaixo a entrevista. Abaixo do vídeo, veja as perguntas respondidas por Guilherme Cavalcanti:

1.No lançamento do projeto Horizonte 2, a Fibria mostrou forte entusiasmo com o projeto, que foi inaugurado 3 semanas antes do esperado e com um investimento R$ 300 milhões abaixo do que foi orçado. Já será possível ver esse progresso no balanço do 4º trimestre da empresa? E qual a expectativa nos resultados futuros da Fibria?

2. O resultado operacional cresceu no 3º trimestre enquanto o endividamento caiu. Para os próximos trimestres, o “cenário ideal” de demanda crescente e oferta restrita tende a beneficiar ainda mais as operações da Fibria, o que consequentemente trará maior folga ao endividamento e poderá gerar mais dividendos aos acionistas. Quais projeções de crescimento de demanda da celulose e como está a expectativa de oferta neste e nos próximos trimestres?

3. Por que o mercado se surpreendeu tanto com Horizonte 2: eles subestimaram a capacidade do projeto ou realmente os resultados iniciais foram além do esperado?

4. Sobre endividamento, vocês confirmaram na última semana a emissão de US$ 600 milhões em emissão de bonds com vencimento em 2025. O racional é aproveitar a janela aberta após a emissão do Tesouro para melhorar o endividamento ou há alguma outra intenção nesta emissão?

5. Falando sobre consolidação no setor de Papel e Celulose: recentemente o JPMorgan reiterou a recomendação de compra de FIBR3 atribuindo, entre outros fatores, que a Fibria é a mais bem posicionada do setor para participar da rodada de consolidação da indústria. Com o preço da celulose ajudando na queda do endividamento, o tema Fusões & Aquisições volta a fazer sentido na estratégia da empresa?

6. As eleições certamente trarão muita volatilidade em 2018. E um dos termômetros para medir a tensão de um país é a taxa de câmbio. Com a possibilidade de um dólar mais forte e com o mercado da Fibria estando fora do Brasil, vocês se veem nessa posição de "porto seguro" da Bolsa? É algo que de alguma forma traz um conforto para a empresa? 

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