SÃO PAULO - A Grécia prepara uma greve geral de 48 horas a partir desta sexta-feira (10) contra as novas medidas de austeridade que o país terá de adotar para ter direito ao segundo pacote de resgate de € 130 bilhões.
A greve ocorre após o país firmar um acordo com a Troika – entidade internacional formada pela União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu) - com o apoio dos partidos políticos que sustentam o governo grego de coalizão.
A paralisação foi convocada pelas duas maiores centrais sindicais da Grécia: a Adedy, que reúne os funcionários públicos, e a GSEE, dos trabalhadores do setor privado. Os sindicatos comunicaram ainda que promoverão três dias de manifestações para protestar contra os termos “draconianos” do novo acordo.
"As medidas incluídas neste novo acordo e que foram acordadas pelos três líderes políticos e anuência da Troika são a lápide da sociedade grega", afirmaram os sindicatos, em comunicado.
O país já enfrentou uma greve geral de 24 horas no começo desta semana, também em protesto contra as medidas, que devem ser votadas pelo Parlamento nos próximos dias.
Medidas de austeridade
Entre as medidas exigidas pelos credores internacionais estão os cortes em torno de 20% no salário mínimo, 15 mil demissões no setor público, mais de € 3 bilhões em novas reduções de gastos do governo, além de outras reformas para reduzir benefícios de pensões complementares para os aposentados.