SÃO PAULO - A consolidação fiscal da Zona do Euro é o primeiro passo para que seja criada uma real união fiscal no bloco. A fala é de Mario Draghi, presidente do BCE (Banco Central Europeu), em entrevista coletiva nesta quinta-feira (9) na sede da autoridade monetária em Frankfurt, na Alemanha.
Mesmo que tímido, esse início da unificação seria importante para fortalecer os países que detém o euro como sua moeda, e sejam autossuficientes, sem precisar de subsídios de outras partes. “Não deveríamos ter começado com transferência fiscal, com países que pagam e países que gastam”, criticou Draghi.
Além disso, o presidente voltou a afirmar que a moeda única europeia é uma “forte realidade”. Para ele, já é hora de o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) conseguir se manter com as próprias pernas, sem precisar dos aportes do BCE. “Ele é basicamente composto de governo. Se damos dinheiro ao fundo, isso é financiamento monetário”, explicou.
Crescimento no continente
Ainda de acordo com Draghi, o crescimento econômico da Zona do Euro está se estabilizando. Gradualmente, os dados e pesquisas de confiança mostram uma melhora em todo o cenário do bloco, mesmo que ainda em patamares reduzidos.
O presidente do BCE foi cauteloso, porém, ao dizer que ainda existem riscos para a desaceleração da atividade. “A projeção econômica continua sujeita a grande incerteza e possibilidade de contração”, afirmou.