SÃO PAULO - Após a decisão de manter os juros na Zona do Euro, o presidente do BCE (Banco Central Europeu) Mario Draghi disse, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (9), que recebeu um telefonema de Lucas Papademos, primeiro-ministro da Grécia, no qual ele confirmou que o acordo para as medidas de austeridade foi finalmente alcançado.
O premiê e os principais líderes políticos da coalizão governamental grega estavam discutindo há vários dias a consolidação fiscal exigida pela troika - FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE e Comissão Europeia - para que o país receba a nova parcela de seu resgate, em € 130 bilhões.
Reestruturação da dívida
Já sobre a reestruturação da dívida da Grécia, que também está em discussão há um tempo, Draghi negou uma possível participação da autoridade monetária na operação. "Os rumores sobre a participação do BCE são infundados", afirmou. Ele não se manifestou sobre o que acontecerá com os bônus atualmente em poder do BCE.
Draghi, porém, voltou a frisar que a política fiscal dos países da Zona do Euro tem que continuar responsável. “É essencial que todos os países atinjam as metas anunciadas para 2012”, alertou. Segundo ele, essa disciplina orçamentária é fundamental para que o crescimento seja impulsionado no bloco e se torne sustentável.