SÃO PAULO - O economista do citigroup aumentaram para 50% a probabilidade de que a Grécia saia da Zona do Euro nos próximos 18 meses. A projeção anterior do próprio banco era uma probabilidade de 25% a 30%. "Isso é porque consideramos que a disposição dos credores da Zona do Euro a continuar provando mais apoio à Grécia, apesar do não cumprimento das condições do programa pelos gregos, caiu significativamente", diz o relatório assinado por Willem Buiter e Ebrahim Rahbari.
Segundo o documento, para permanecer na Zona do Euro, a Grécia terá de ter "um grau mínimo de cumprimento das condições fiscais e estruturais do programa de auxílio. Ou o país poderá optar por ceder temporariamente a autoridade sobre determinadas decisões orçamentárias para representantes da União Europeia".
Na visão de Buiter e Rahbari, o custo da saída da Grécia do bloco da moeda única seria "moderado", porque os governos agiriam para proteger as economias mais fracas da região de contágio.
Reestruturação da dívida
A equipe do Citigroup espera ainda que a reestruturação da dívida da Grécia com credores privados aconteça de maneira ordeira, ainda que não voluntária, e que o BCE (Banco Central Europeu) acabará mudando de posição, se envolvendo no plano de troca de dívida de bônus gregos.
"A Grécia provavelmente evitará um default desordenado por ocasião de seu próximo vencimento de bônus, em 20 de março, mas com um período de carência de sete dias", afirmam os especialistas.