SÃO PAULO - Segundo a imprensa grega, a Troika - grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) teria dado à Grécia 15 dias de prazo para encontrar meios de reduzir em € 300 milhões os gastos em seu orçamento, a fim de evitar cortes de 15% nos fundos de pensões complementares e outros 15% para as pensões de base.
Por sua vez, na véspera, o primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, chegou a um acordo com os líderes dos três partidos da coalizão governamental quanto a outras medidas exigidas pelos órgãos internacionais. Desta forma, o país reduzirá o salário mínimo em 20% de seu valor, segundo informações que circulam na mídia internacional.
Conforme comunicado oficial do governo de Atenas, “houve um amplo consenso sobre todos os pontos do programa com uma exceção, o que requer maior elaboração e discussão com a Troika. Essa discussão terá lugar imediatamente, a fim de concluir o negócio em vista da reunião do Eurogrupo”. Segundo o documento, Georgios Karatzaferis, presidente do LAOS, um dos partidos envolvidos nas negociações, expressou forte objeção quanto aos cortes nas pensões.
Do mesmo modo, o líder do partido conservador Nova Democracia, Antonis Samaras, também expressou sua posição contrária aos cortes nas pensões.
Mais cortes de gastos
Fontes do governo disseram à imprensa grega que € 325 milhões terão que ser cortados a partir de outra parte do orçamento, provavelmente dos gastos com defesa, mas Atenas ainda está precisa chegar a um acordo sobre como poupar outros € 300 milhões.