SÃO PAULO - Em um cenário de maiores temores quanto ao possível default da Grécia e sem uma indicação clara das medidas de austeridade a serem tomadas pelo país, os principais índices de ações da Europa terminaram o pregão desta segunda-feira (6) em queda, com destaque negativo para ações de financeiras e de produtoras de commodities.
O benchmark CAC 40, da bolsa de Paris, apresentou o recuo mais relevante, de 0,60%, fechando em 3.405 pontos. Enquanto isso, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,15%, aos 5.892 pontos, e o índice DAX 30, que acompanha os negócios em Frankfurt, cedeu 0,03%, perto da estabilidade, registrando 6.765 pontos.
Sem acordo
As autoridades gregas falharam novamente em chegar a um acordo com os detentores de sua dívida do setor privado, o que elevou a aversão ao risco nas bolsas do continente. O primeiro-ministro Lucas Papademos vai se reunir novamente com os credores para determinar, principalmente, quanto de juros o país está disposto a pagar pelos bônus que substituirão os atuais papéis na reestruturação.
Além disso, o premiê discutiu com os líderes dos três principais partidos da Grécia durante o fim de semana o pacote de consolidação fiscal, necessário para o recebimento da nova parcela de resgate.
Apesar de terem determinado que os cortes chegarão a 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), os detalhes ainda não foram alcançados. O principal impasse continua girando em torno de quanto o salário mínimo e os rendimentos do setor privado serão rebaixados. As conversas devem ser retomadas na terça-feira, após rumores darem conta que a data limite para um acordo seria esta segunda-feira.
Nesta data, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy trataram do assunto em Paris. Após a reunião, os dois reafirmaram que querem a continuidade dos gregos na Zona do Euro, mas que o país tem de convencer a Troika, grupo formado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), pela Comissão Europeia e pelo BCE (Banco Central Europeu), de que estão comprometidos com a política fiscal mais austera. “O tempo está acabando”, disse Sarkozy.
Movimento das ações
As principais baixas da sessão foram observadas por ações de empresas do setor financeiro e relacionadas a commodities em geral. O ambiente de maior aversão ao risco provocou uma tendência de realização de papéis desse tipo, depois das altas registradas nos pregões anteriores.
Dentre os bancos, o Commerzbank (-1,77%) e o Deutsche Bank (-1,43%) recuaram em Frankfurt, ao passo que o Crédit Agricole (-2,67%) e o Société Générale (-2,89%) fecharam com perdas em Paris. Em Zurique, os papéis do Credit Suisse caíram 2,14% no fim do dia.
Em Londres, os principais destaques negativos foram de fabricantes de metais. As ações do Vedanta Resources cederam 3,09%, as da Kazakhmys tiveram queda de 1,98% e as da Fresnillo perderam 1,78% em valor de mercado. Na bolsa alemã, a vendedora de alimentos Metro (-1,95%) se destacou negativamente.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano |
|---|
| DAX 30 | -0,03 | 6.765 | +11,67 | +14,69 |
| FTSE 100 | -0,15 | 5.892 | +4,29 | +5,74 |
| CAC 40 | -0,66 | 3.405 | +8,54 | +7,77 |
| SMI | -0,10 | 6.147 | +2,21 | +3,55 |
| IBEX 35 | -0,29 | 8.835 | +6,59 | +3,14 |
| FTSE MIB | -0,30 | 16.390 | +11,91 | +8,62 |