SÃO PAULO - Os governos de Espanha e França pagaram menos para se financiar e viram as demandas subirem nos leilões de dívida realizados nesta quinta-feira (2).
Só o Tesouro espanhol vendeu € 4,56 bilhões de títulos de curto e médio prazo, pouco acima do objetivo máximo previsto de € 4,50 bilhões. Foram ofertados € 2,52 bilhões em papéis para 2015, com yield médio de 2,86% - menor do que os 3,38% da emissão anterior.
O país também colocou € 984 milhões de dívida com vencimento em 2016 e € 1,05 bilhão em bônus para 2017, com remuneração de 3,46% e 3,57%, respectivamente. Nas emissões anteriores, o governo havia desembolsado rendimento médio de 4,02% para os papéis de quatro anos e 5,54% para os de cinco.
A demanda pelos títulos para 2015 foi de 1,63 vez a quantidade vendida, em comparação com 1,8 vez do mês passado. Essa relação subiu de 3,24 para 3,57 vezes na oferta de notas para 2016.
Oferta francesa
Já o Tesouro francês vendeu € 7,962 bilhões em títulos de longo prazo, atingindo quase o topo da meta prevista para a operação, que ia de € 6,5 a € 8 bilhões. Foram colocados € 5,7 bilhões numa nova linha de bônus para dez anos (vencimento em abril de 2022), com rendimento de 3,13% - abaixo dos 3,29% pagos na última oferta de títulos com maturidade em uma década.
Também foram vendidos € 1,011 bilhão em papéis para outubro de 2018, com yield de 2,44%, contra 3,27% da oferta de 8 de março. A emissão de títulos para outubro de 2020 arrecadou € 1,253 bilhão. A remuneração também caiu neste caso, indo de 3,64% na oferta de 10 de maio para 2,91% agora.
A relação entre oferta e demanda ficou em 4,34 vezes, 3,99 vezes e 1,71 vez nas ofertas de títulos para 2018, 2020 e 2022, respectivamente.