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Eucatex, de Maluf, suspende migração para novo mercado em processo "político"

No dia 10 de abril, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos bens da empresa Eucatex, controlada pela família Maluf, no valor de R$ 520 milhões

Paulo Maluf - 03/04/13
(Ueslei Marcelino/Reuters)

SÃO PAULO - A Eucatex (EUCA4) optou por suspender o processo de migração para o Novo Mercado, na BM&FBovespa, comunicou a empresa nesta terça-feira (16). De acordo com a empresa, o processo foi suspenso por conta da "repercurssão de caráter político e a total distorção da real finalidade que caracterizou o processo".

No dia 10 de abril, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos bens da empresa Eucatex, controlada pela família Maluf, no valor de R$ 520 milhões. A decisão foi tomada após pedido do Ministério Público de São Paulo, apontando para uma suposta operação do grupo para transferir patrimônio da Eucatex.

Com isso, evitaria que houvesse pagamentos de indenizações em caso de futuras condenações contra o deputado federal Paulo Maluf, nas ações em que é acusado de ser o autor de desvios na prefeitura do município, durante o período em que era prefeito de São Paulo. De acordo com a justiça, a companhia estaria "secando" a Eucatex com a transferência de patrimônio para a ECTX.

Em nota de esclarecimento na época do travamento, a Eucatex informou que tomou conhecimento desta informação por meio da imprensa e que, se esta decisão de confirmar, a empresa tomará as medidas judiciais cabíveis para reverter esta decisão. De acordo com a companhia, o pedido de bloqueio de bens da Eucatex já foi requerido pelo Ministério Público em 2009, tendo sido negado em primeira e segunda instância.

Em nota, a companhia afirmou que o Ministério Público acusa a companhia de tentar ‘desidratar’ a Eucatex através da ECTX, mas que o patrimônio da companhia cresceu de R$ 997 milhões para R$ 1,067 bilhão desde sua criação. Além disso, afirma a companhia, a ''Eucatex é uma sociedade de capital aberto, com centenas de acionistas, dentre eles o deputado Paulo Maluf, que não é diretor e nem mesmo membro do seu Conselho de Administração”.

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