SÃO PAULO - A participação das pessoas físicas no volume negociado pelos fundos de índice comercializados na bolsa de valores, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), recuou no último mês, ao passar de 17,8% para 14,4% entre o dezembro do ano passado e janeiro deste ano.
De acordo com dados divulgados pela BM&FBovespa, as instituições financeiras ultrapassaram os investidores institucionais e lideraram a participação de ETFs, com 32,3% do volume negociado.
Os investidores institucionais representaram 30,5%, seguidos pelos investidores estrangeiros (19,5% de representatividade) e as empresas públicas e privadas, com 1,6% do volume negociado no mês passado.
Os fundos de índices são aqueles que buscam obter o retorno de determinado índice e têm cotas negociadas na Bolsa. Ao escolher um ETF, o investidor aplica, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações de diferentes companhias, o que remete a uma diversidade maior para o portfólio.
Os fundos
A bolsa possui atualmente doze fundos de índice em negociação, sendo que a metade deles é gerida pela BlackRock, mais precisamente aqueles da família Ishares.
Eles seguem o Ibovespa (BOVA11), o IbrX-100 (BRAX11), empresas small caps (SMAL11), empresas de maior capitalização (MILA11), empresas do setor imobiliário (MOBI11) e companhias do setor de consumo (CSMO11).
O banco Itaú gere a outra metade: o fundo de índice que segue o PIBB (PIBB11) e o que segue o setor financeiro (FIND11), o ISUS11, que segue o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), e o GOVE11, que segue o Índice de Governança Corporativa Trade (IGTC).
No dia 31 de janeiro, o banco iniciou a negociação de mais dois ETFs: o ETF IT Now IDIV (DIVO11), referenciado no Índice de Dividendos e o ETF IT Now IMAT (MATB11), referenciado no Índice de Materiais Básicos
O BOVA11 representou 93,6% do volume total movimentado pelos ETFs disponíveis na Bolsa. Nele, a participação das pessoas físicas foi de 14,5% em janeiro deste ano.
O segundo ETF mais negociado no mês foi o PIBB11 (Papéis de Índice Brasil Bovespa), com 3,3% do volume total movimentado. Neste caso, o percentual de participação das pessoas físicas foi de 16,1% no primeiro mês do ano.