Por Nara Faria Em energiasbr  16 jul, 2012 15h59 - Atualizada em 17h26

Energias do Brasil sobe 1,90% após entrar na lista de preferidas do UBS

Banco suíço colocou os papéis da companhia entre os favoritos do setor, substituindo os ativos da Tractebel

Por Nara Faria Em energiasbr  16 jul, 2012 17h26

SÃO PAULO - Em dia negativo para as bolsas mundiais e em que o Ibovespa  encerrou com queda de 1,71%, as ações da Energias do Brasil (ENBR3) fecharam no sentido oposto, com valorização de 1,90%, negociadas a R$ 12,84. Contudo, no intraday, os ativos da companhia chegaram a registrar alta de 3,10%, cotadas a R$ 12,99.

Além do perfil defensivo do setor - o que colabora para que os investidores busquem essas ações em momentos de incertezas na economia -, também colabora para o desempenho das ações o relatório divulgado pelo UBS, que anunciou ter adicionado a companhia com a preferida do setor, em substituição aos ativos da Tractebel (TBLE3, R$ 36,20, -0,28%). Apesar disso, o banco recomenda a compra de seus ativos, sublinhando a qualidade defensiva dos papéis TBLE3.

Menos impactos da revisão tarifária
Entre os motivos para a mudança, o analista Marimar Torreblanca aponta a proposta de revisão tarifária da companhia, que veio em linha com as expectativas dos analistas e um pouco abaixo das expectativas da UBS.

Apesar de ver menor impacto que seus pares, Torreblanca optou por cortar as estimativas e o Ebitda (geração operacional de caixa) para o intervalo entre 2% e 4%, devido às estimativas de corte de R$ 15 milhões na geração de caixa, considerando que a revisão tarifária será aplicada desde o mês de outubro de 2011, e desde esta data o valor terá que ser devolvido ao consumidor por meio de tarifas mais baixas. 

"Por comparação, vemos risco mais forte desvantagem para as nossas estimativas da CPFL (CPFE3, R$ 23,28, +0,34%) provenientes deste terceiro ciclo de revisão tarifária", completa o analista. 

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(Getty Images)

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