SÃO PAULO – A Embraer (EMBR3) divulgou nesta quinta-feira (9) seu guidance para 2012. A companhia espera que a demanda para a aviação comercial no ano permaneça nos mesmos patamares de 2011, indicando uma relação entre oferta e demanda estável, enquanto para a aviação executiva, a companhia avalia que o mercado ainda não apresenta sinais de recuperação.
No documento em que aponta as perspectivas para 2012, a Embraer também revela que teve um bom ano em suas operações em 2011, entregando, no total, 105 aeronaves comerciais e 99 aeronaves executivas, sendo 83 jatos leves e 16 de grande porte.
No ano passado, as receitas de serviços e da unidade de negócio de Defesa e Segurança ultrapassaram o guidance da companhia e juntamente com a entrega de unidades adicionais na aviação comercial, compensaram o menor número de jatos executivos entregues no ano. Como resultado, a empresa cumpriu seu guidance de receita para 2011.
Performance dos mercados
A companhia afirma que a retomada do mercado de jatos executivos tem sido afetada pelo atual cenário de modestas taxas de crescimento da economia global, marcado pela volatilidade dos mercados financeiros por conta, principalmente, das incertezas em relação à economia europeia. Desta forma, a empresa afirma que o desempenho desse mercado deve se assemelhar ao do ano passado.
“No mercado de Defesa e Segurança, as perspectivas são de um crescimento mais acelerado. Em cinco anos, essa unidade de negócio deverá ter um papel mais relevante no mix de receitas da companhia”, segundo a própria Embraer.
Levando em consideração as projeções da empresa, a mesma espera que suas receitas tenham um pequeno avanço em relação a 2011, com o crescimento para os próximos anos ficando bastante dependente da evolução do cenário macroeconômico atual, que demonstra instabilidade.
Guidance para 2012
Para este ano, a Embraer espera entregar de 105 a 110 jatos comerciais. De 75 a 85 jatos executivos e de 15 a 20 jatos executivos grandes, assim, atingindo uma receita líquida total entre US$ 5,8 bilhões e US$ 6,2 bilhões. A margem operacional esperada fica entre 8% e 8,5%, enquanto a margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa) deve ficar entre 11,5% e 12,5%.
Em relação ao investimento total esperado, este deve atingir a marca de US$ 650 milhões, segundo a companhia, sendo US$ 100 milhões com pesquisa pré-competitiva, US$ 350 milhões com desenvolvimento de produtos e US$ 200 milhões de capex.