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Hábitos, impostos e inflação: três obstáculos na acumulação de patrimônio

Conheça melhor alguns fatores que podem dificultar a formação de seu patrimônio e saiba como se preparar

SÃO PAULO - A procrastinação da decisão de investir é o principal obstáculo para acumular um patrimônio, e não o único. Existem diversos fatores que podem levá-lo a adiar o alcance de suas metas, muitos dos quais previsíveis ou controláveis para quem monta uma estratégia eficiente.

Sem considerar, por enquanto, os fatores imprevisíveis e que podem reduzir ou destruir seu patrimônio, três fatores principais devem ser levados em conta na hora de definir sua estratégia de construção de patrimônio: seus hábitos de consumo, a tributação e a inflação.

Hábitos de consumo
Quem já não teve a sensação de não saber para onde foi o dinheiro do salário? Seus hábitos de consumo não são extravagantes, você não é de sair todos os finais de semana, e, ainda assim, você não consegue poupar? É hora de avaliar mais de perto o seu orçamento. A principal pergunta é: o que está consumindo todo o seu salário?

Muitas pessoas adotam uma postura bastante rígida com despesas elevadas, mas se esquecem por completo dos pequenos gastos que incorrem todos os dias. Aprenda a tomar decisões mais inteligentes para o uso do seu dinheiro, que você facilmente supera esse segundo obstáculo.

Impostos: o leão como mais um obstáculo
Você já parou para pensar que, a cada R$ 1 gasto, na verdade você precisa ganhar mais do que isso para pagar essa despesa? Isso ocorre porque, provavelmente, você pague imposto de renda.

Em outras palavras, a menos que você seja isento do pagamento do IR, todo R$ 1 que você recebe de salário é tributado na fonte a uma alíquota que vai de 7,5% a 27,5%. Assumindo que seja tributado a uma alíquota de 15%, de maneira simplificada, pois ignora a redução possibilitada pela parcela a deduzir, você teria que receber cerca de R$ 1,18, para cada R$ 1,00 que gastar.

Os gastos com imposto, contudo, não terminam com o IR, já que existem muitas outras taxas que, aos poucos, consomem uma parcela significativa da renda. A melhor forma de superar esse obstáculo é elaborar um planejamento fiscal, que permita reduzir sua carga tributária.

Inflação caiu, mas não acabou
Por mais que a inflação esteja sob controle, no longo prazo ela ainda pesa no seu orçamento. Em primeiro lugar, porque muito provavelmente a variação dos preços registrada pelos índices oficiais não necessariamente é a mesma do seu orçamento.

Além disso, o impacto da inflação no seu planejamento não é grande no curto prazo, mas sim no longo prazo.

Vejamos um exemplo prático, considerando uma inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 5% ao ano. Pode não parecer muito, mas já pensou no impacto que essa inflação anual teria ao longo de 30 anos? Nesse horizonte, os preços triplicariam, diminuindo muito o poder de compra do dinheiro que você acumulou.

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