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Importância do investimento estrangeiro para a economia brasileira

Direto ou em carteira, o investimento estrangeiro trouxe mais US$ 20 bilhões ao país em 2005

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(Shutterstock)

Em um mundo globalizado como o nosso, as relações entre os países se estreitam e ganham mais importância a cada dia. Quando o assunto é economia, a situação não é diferente.

Hoje em dia, não é raro que encontremos ativos de diversas regiões do planeta na carteira de um mesmo investidor. Por isso, é importante conhecer as várias modalidades do investimento estrangeiro existentes.

Direto ou em carteira
Os investimentos estrangeiros podem ser efetuados sob duas formas: os investimentos diretos e os investimentos em carteira.

O investimento estrangeiro direto se dá quando o investidor detém 10% ou mais das ações ordinárias ou do direito a voto em uma empresa. Porcentagens inferiores a 10% são consideradas como investimento em carteira.

A lógica é a seguinte: quando o investimento estrangeiro resulta de uma decisão de longo prazo, com participação de, no mínimo, 10% no poder de decisão da companhia, o investimento é direto; em outros casos, é em carteira.

Investimento estrangeiro direto
O investimento estrangeiro direto (IED) é subdividido em duas categorias: participação no capital e empréstimos intercompanhias.

A participação no capital se refere aos ingressos de recursos relacionados com a aquisição, a subscrição ou o aumento do capital social de empresas residentes no Brasil, por agentes estrangeiros.

Já os empréstimos intercompanhias englobam os créditos concedidos pelas matrizes, sediadas no exterior, às suas subsidiárias ou filiais estabelecidas no país.

Investimento estrangeiro em carteira
O investimento estrangeiro em carteira (IEC) refere-se às aplicações estrangeiras em títulos brasileiros, na forma de ações ou títulos de renda fixa, negociados no país ou no exterior.

É importante ressaltar que, por possuir uma natureza de curto prazo, o IEC é bem menos resistente do que o investimento direto às crises financeiras, o que o torna mais volátil, ou seja, mais exposto à conjuntura de curto prazo.

Mas, qual o impacto disso tudo?
O impacto desse fluxo de investimentos sobre a economia brasileira é muito grande. Para se ter uma idéia, em 2005, o investimento estrangeiro direto líquido atingiu US$ 15,1 bilhões, enquanto o IEC alcançou um resultado líquido de US$ 7,1 bilhões.

A expansão destes indicadores também é notável. Segundo estimativas do Banco Central, o IED e o IEC devem fechar 2006 em US$ 18 bilhões e US$ 10 bilhões respectivamente, o que representa crescimentos de 19% e 42% no ano.

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