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Na hora de tomar dinheiro emprestado, planeje-se!

Conheça algumas dicas para evitar descontrole do caixa das empresas e potencializar o retorno dos empréstimos

Por mais que a sua empresa esteja necessitando de um empréstimo, você nunca deve contratar uma linha de crédito sem antes dedicar algum tempo ao planejamento de sua decisão.

A primeira etapa do planejamento envolve a decisão de que tipo de crédito levantar. Uma vez que tenha claro o objetivo do porque precisa do empréstimo esta é uma decisão relativamente simples. Uma coisa é certa: nunca tome dinheiro emprestado se não sabe ao certo o que pretende fazer com ele.

Ao invés de resolver o seu problema, você pode acabar se complicando ainda mais, visto que muitas vezes a necessidade de capital de giro decorre apenas de problemas de gestão e do descasamento entre contas a pagar e a receber.

Capacidade de endividamento
Definir a linha mais adequada é uma parte importante do planejamento, mas o empresário também precisa contabilizar os custos da operação. Além dos juros, não deixe de considerar as tarifas e tributos incidentes no crédito. Do contrário, o dinheiro que entra no caixa do negócio sem controle acaba se transformando em mais despesas, sem necessariamente contribuir para o crescimento das atividades.

A primeira providência a tomar é definir a capacidade de endividamento da sua empresa. Em outras palavras, calcule quanto pode ser o seu comprometimento mensal com o pagamento de juros de forma a não pressionar demais a situação financeira do negócio.

Para se ter uma idéia mais clara, em geral, é recomendável que a relação entre o lucro da empresa antes do pagamento dos juros e as despesas financeiras previstas da empresa deve ser maior do que dois. A relação pode até ser menor, mas aí as contas da empresa podem ficar muito pressionadas, sobretudo, se o empréstimo for de longo prazo.

Como a prestação do financiamento é definida com base na duração do mesmo e nos juros cobrados, sendo que no caso de empréstimos de longo prazo, é possível se beneficiar de um período de carência, durante o qual a empresa não paga nada, o empresário deve entender muito bem os encargos envolvidos antes de levantar um empréstimo.

Fundos garantidores
Inúmeros fatores podem dificultar o acesso ao crédito por parte dos micro e pequenos empresários, como pendências jurídicas do negócio ou de seus sócios, falta de capital próprio, incapacidade de pagamento ou inconsistência do plano de negócio.

Um dos principais empecilhos, contudo, não se encontra nesta lista: trata-se da falta de garantia oferecida pelo empreendimento. No caso das grandes companhias que solicitam empréstimos, seu próprio patrimônio ou o faturamento futuro podem servir como viabilizadores da transação. Para os pequenos negócios, mesmo os formalizados e com bom histórico, quase sempre não funciona assim.

Para contornar esta restrição, alguns fundos garantidores foram constituídos no Brasil. É o caso do Fundo de Aval para a Geração de Emprego e Renda (Funproger), que tem como gestor o Banco do Brasil e utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), podem garantir até 80% das operações de crédito. O Funproger se destina tanto a pessoas jurídicas, quanto físicas.

Há, ainda, o Fundo do Sebrae de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que viabiliza até 50% dos empréstimos, e o Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade (FGPC), voltado para linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

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