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Saindo do vermelho: dicas de como renegociar suas dívidas

Planejamento é a palavra de ordem; estabeleça uma escala de prioridades para começar a sair do vermelho desde já! Veja algumas dicas

SÃO PAULO - Não há como negar que, atualmente, chegar ao fim do mês e ainda estar com o saldo da conta positivo é quase impossível! Tudo é reajustado: contas de água, luz, telefone, escola das crianças, curso de inglês, supermercados, impostos, taxas. Enfim, apenas o seu salário permanece o mesmo.

Diante disso, muitas pessoas com problemas financeiros acabam recorrendo ao cartão de crédito e/ou cheque especial e, quando se dão conta, já estão atoladas em dívidas! Ainda mais dramática é a situação daqueles que levantam novos financiamentos para pagar dívidas correntes, ou seja, contratam empréstimos em financeiras ou bancos, para pagar a dívida do cartão ou do cheque especial.

A situação não é incomum, de forma que se você se identificou com a "crise" e está com sua conta totalmente no vermelho, pense que resolver a situação antes do fim de ano pode ser uma boa idéia.

Renegocie os débitos
Você pode não acreditar, mas como o número de inadimplentes é alto, muitas instituições (financeiras, bancos, operadoras de cartão, crediários) e lojas adotam medidas mais flexíveis de renegociação de dívidas, visto que as brigas na Justiça acabam saindo mais caro para ambas as partes. As ofertas variam muito, desde alongamento dos prazos, redução dos juros, anistia de multa, ou até mesmo a redução do saldo devedor. Portanto, para quem se encontra endividado, o momento não poderia ser melhor para tentar renegociar suas dívidas. Veja algumas dicas para se sair bem na hora da barganha:

  • Procure resolver o problema logo no início: assim que você perceber que a situação está ficando difícil e que não vai conseguir continuar pagando as suas dívidas, procure logo o credor e exponha a sua situação. Seja direto com ele e explique o ocorrido, pois a única coisa que interessa a ele é receber seu dinheiro de volta.

  • Ganhe tempo na negociação: ao negociar o pagamento dos débitos com o credor, seja bem claro em relação às suas condições financeiras e tente ganhar o maior tempo que você puder. Alongue o prazo da sua dívida ao máximo, parcele em 12 ou 24 vezes para que possa acomodar este gasto com folga no seu orçamento.

  • Evite ajuda de intermediários: procure sempre negociar direto com o seu credor e evite transações com intermediários, como empresas de cobrança. Elas dificilmente estão dispostas a flexibilizar a dívida, já que ganham uma comissão sobre o valor recebido dos clientes. Deste modo, o máximo que você vai conseguir é uma parcela ainda maior.

  • Negocie a taxa de juros: a taxa de juros é totalmente negociável, portanto não aceite a primeira proposta do credor, mas também não espere que ele vá aceitar descontos excessivos. Não deixe de solicitar os demonstrativos do saldo devedor para verificar tudo o que está sendo cobrado.

  • Utilize o dinheiro das férias e décimo terceiro salário: que tal utilizar o dinheiro das suas férias ou do seu décimo terceiro para quitar débitos? Se você tiver a oportunidade, não deixe de utilizar este recurso para negociar o pagamento à vista das suas dívidas, dando prioridade àquelas que possuem encargos mais altos, como as de cartões de crédito e cheque especial. Lembre-se que por estar pagando à vista, a empresa deverá lhe conceder descontos como forma de compensar os juros e multas que seriam cobrados.

  • Exija o estorno de multas e juros cobrados indevidamente: como mencionamos anteriormente, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), os valores cobrados a título de juros e multas não podem exceder a 2%, o que dá a você o direito de pedir o estorno de eventuais cobranças que tenham ficado acima do determinado. Não aceite pagar outras taxas de serviços como, por exemplo, honorários advocatícios ou despesas de cobranças, pois estes pagamentos só seriam obrigatórios se você estivesse participando de um processo judicial e necessitasse de um advogado.

  • Investimento é dispensável nesta situação: lembre-se que não vale a pena ter dinheiro investido se você está endividado, pois os juros que recebe nas aplicações financeiras são menores do que os pagos pelos financiamentos. Primeiro pague suas dívidas e depois comece a se planejar melhor, de forma a poupar uma parte da sua remuneração todos os meses. Depois que conseguir sair do vermelho, evite cair na tentação de voltar a consumir compulsivamente!

"Limpando" o seu nome
Como você deve saber, as empresas podem protestar o seu nome em órgãos como a Serasa e SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) como forma de restringir as suas transações bancárias. Deste modo, assim que você formalizar um acordo com o seu credor, ou seja, negociar o pagamento de suas dívidas, você deve pedir para que ele tire o seu nome da lista de consumidores inadimplentes destes órgãos.

Finalmente, não se esqueça de que nunca devemos dar o passo maior que a perna, o que significa nunca gastar mais do que temos, por mais que isto seja muito tentador às vezes, tendo em vista a facilidade de créditos como cartão e cheque especial.

Portanto, se você não pode pagar à vista, espere. Os juros não estão nada atrativos e qualquer adversidade financeira pode transformá-lo num endividado do dia para a noite. Porém, mesmo tendo um orçamento equilibrado e com uma vida financeira saudável, muitas vezes as dívidas batem à porta. E o melhor a fazer é estabelecer metas para não deixar o endividamento prejudicar ainda mais a sua vida!

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