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Seguro-educacional: garantia da educação dos seus filhos

Seguradoras se responsabilizam pela continuidade dos estudos do segurado, em caso de morte, incapacidade ou perda de renda do responsável

crianças brincando - educação - filhos
(Getty Images)

SÃO PAULO - Quem tem filhos sabe o quanto custa arcar com os gastos com escola, cursos de línguas, lazer, etc. Diante do aumento dos custos com educação e das incertezas em um mercado de trabalho cada vez mais instável, muitos pais ficam apreensivos com a possibilidade de não terem mais condições para pagar os estudos dos seus filhos.

Afinal, você não gostaria que seu filho abrisse mão de um bom ensino, mesmo que esse tipo de investimento seja bem alto. Uma boa educação ainda é uma das garantias de futuro promissor. Não é de se surpreender que o seguro-educação esteja cada vez mais popular entre as famílias com crianças em idade escolar.

Garantia até o ensino médio
Esse tipo de seguro visa manter os estudos das crianças até o término do ensino médio ou se o pai preferir, até a universidade. Alguns seguros também oferecem adicionais como manter o seguro, mesmo em caso de transferência do segurado ou se encarregam pelo transporte da criança para o colégio, caso ela esteja impossibilitada. As seguradoras se responsabilizam pela continuidade dos estudos do segurado, em caso de morte, incapacidade ou perda de renda do responsável.

Na maioria das vezes a escola possui um convênio com alguma seguradora, e oferece o seguro no momento da matrícula. O pai pode optar pelo acréscimo do valor do seguro na própria mensalidade escolar. Alguns estabelecimentos escolares acrescentam o valor do seguro na mensalidade sem antes consultar o responsável, embora a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) condene essa prática.

Quanto mais jovem, mais barato
O seguro, em geral, não é caro em virtude da grande quantidade de possíveis segurados. O custo da apólice varia de acordo com a idade dos pais e não a dos filhos, de forma que pais com mais de 40 anos pagam até 80% mais caro do que os pais com 20 anos, por exemplo, afinal o risco de que algo aconteça com eles é maior.

A desvantagem para os mais jovens é que, em geral, como o valor da apólice é relativamente baixo, algumas seguradoras podem exigir que o pagamento seja feito em apenas uma parcela, o que exige um pouco mais de planejamento por parte dos pais. Por um valor adicional é possível inclusive contratar um seguro que cubra os gastos com material escolar dos seus filhos.

Reduzindo a inadimplência
Os contratos envolvendo um número maior de segurados se beneficiam de uma redução nos custos, é por isso que algumas escolas optam por fazer o seguro para todos os alunos e embutem o custo por aluno no preço da mensalidade escolar. Esta estratégia reflete a preocupação das escolas com o aumento da inadimplência entre seus estudantes.

Como as mensalidades pesam bastante no bolso, muitos pais acabam atrasando o pagamento das escolas ou acabam optando pela transferência da criança para um colégio público, o que gera prejuízo para a escola.

Agora, se a escola não possui um seguro-educação, a família pode recorrer a uma corretora de seguros ou a um banco. No entanto, como se trata de uma apólice para uma única criança é possível que o custo seja maior. Mesmo assim, fazer um seguro para os seus filhos faz parte das regras do bom planejamento financeiro, afinal permite garantir que em algum eventual incidente, o estudo deles estará garantido.

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