SÃO PAULO - Com a divulgação de indicadores da Zona do Euro e a expectativa positiva em relação aos dados dos EUA, o dólar comercial abre a sessão desta sexta-feira (3) em leve queda de 0,02%, cotado a R$ 1,721.
Nesta data foi revelado o índice PMI composto da Zona do Euro, que subiu para 50,4 em janeiro, de 48,3 em dezembro, de acordo com a Markit Economics. Um leitura acima de 50 indica expansão, e abaixo, contração, e este resultado marca o primeiro crescimento em cinco meses, ficando em linha com as previsões dos analistas.
O destaque nos EUA fica por conta da divulgação do Nonfarm Payrolls nos EUA, referente a janeiro. A pesquisa produz um índice referente ao número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária. Analistas divergem sobre os números, mas a maioria se mostra otimista com o indicador.
O Deutsche Bank, por exemplo, crê em um avanço de 210 mil novas vagas e cita a importância do dado para o comportamento das bolsas.
Na mesma linha, o economista-chefe do Danske Bank, Frank Oland Hansen, reforça a importância da agenda norte-americana nesta data. “O indicador poderá apoiar a nossa visão de que o crescimento dos EUA vai continuar a um ritmo moderado em torno de 2,5%, resultando em maiores rendimentos e curvas mais acentuadas”.
Dados chineses não animam
Por sua vez, o indicador PMI de serviços na China apontou queda na comparação mensal. Em janeiro, o indicador ficou em 52,9 pontos, resultado inferior ao registrado no mês imediatamente anterior, que foi de 56 pontos.
"A força global do crescimento econômico manteve-se relativamente fraca, o que inevitavelmente pesa sobre o mercado de trabalho, se a fraqueza persistir por mais tempo. Com a inflação no bom caminho, os políticos de Pequim ainda têm espaço para aumentar a flexibilização das medidas políticas e garantir um menor impacto", avalia Hongbin Qu, Economista-Chefe para China e Co-Head de Pesquisa Econômica da Ásia do HSBC.
Indicadores norte-americanos
Sem referências no front doméstico, a agenda desta sexta-feira mantém o foco nos Estados Unidos, onde além do Nonfarm Payrolls, serão anunciados o Unemployment Rate, assim como o Hourly Earnings, relatório mensal que estima a média de remunerações por hora trabalhada, e o Average Workweek, medida referente à média de horas trabalhadas por semana.
Ainda nos EUA, será divulgado o Factory Orders, índice que mede o volume de pedidos feitos à industria como um todo, de bens duráveis e bens não-duráveis. Por fim, a Associação de Executivos de Compras daquele país reporta o ISM Services (Institute for Supply Management), responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial.