SÃO PAULO - Entidades de defesa do consumidor em todo o mundo, incluindo o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), enviaram ao G20 uma carta pedindo aos líderes do grupo, que apoiem a criação de uma nova organização internacional para defender a proteção dos consumidores financeiros nos bancos e na concessão de crédito.
No documento, as entidades apontam ainda que as propostas em discussão no grupo das 20 maiores economias se mostram deficientes nas questões relacionadas à proteção dos consumidores de serviços financeiros, além de não incluir referências explícitas em apoiar a adoção de padrões mínimos de qualidade para tais produtos.
Brasil
Em setembro do ano passado, a CI (Consumers International) – federação que engloba entidades de defesa do consumidor em todo o planeta – lançou uma campanha mundial pedindo ao G20 que tomasse medidas urgentes para apoiar a defesa dos consumidores de serviços financeiros.
Como resultado da campanha, os líderes do grupo, que se reuniram em Seul, pediram ao Conselho de Estabilidade Financeira informações sobre alternativas para a melhora da proteção do consumidor, sendo que as propostas serão apresentadas durante as próximas semanas para os líderes de ministros das finanças do G20.
No Brasil, em carta enviada pelo Idec ao Ministério da Fazenda, o Instituto fez suas considerações , destacando a importância dos requerimentos feitos aos líderes do G20, como um primeiro passo para a resolução dos problemas relativos à proteção dos consumidores de serviços financeiros.
O Instituto lembra que no País o setor financeiro permanece como o segundo mais reclamado, conforme dados do Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor), com quatro dos dez problemas mais reclamados sendo setor, como cobranças de contrato e cobranças indevidas de tarifas, o que demonstra, diz o Idec, a ineficiência de políticas de regulação e fiscalização das instituições.