SÃO PAULO - A Dasa (DASA3) anunciou a saída de dois diretores, bem como a realocação de outros dois após a reunião de seu conselho na última terça-feira (14), intensificando os temores do mercado quanto à reestruturação que a companhia vem sofrendo desde a aquisição da MD1 em agosto de 2010.
Nesta quarta-feira (15) as ações fecharam em alta de 0,71% - terminando cotada a R$ 15,61, sua primeira valorização em seis pregões. Isso ocorreu após o papel atingir queda de 2,84% na mínima do dia, mas foi puxada não só pela correção após tantas perdas como também pelo clima positivo no mercado - o Ibovespa fechou em alta de 0,51%. Assim, a ação acumula queda de 9,48% nesses seis dias de negociação.
Cautela quanto às mudanças
A empresa informou que Maurício Puliti, diretor financeiro, e Rodrigo Musiello, diretor de Mercados Privado e Hospitalar, estão saindo do comando. Além disso, Antônio Carlos Gaeta, vice-presidente de Novos Negócios, deixa de ser diretor estatutário, e Renato Mendonça, responsável pelo setor técnico de imagens, volta a ser médico.
Marcelo Barboza, presidente-executivo da Dasa, será também CFO (Chief Financial Officer) até que a consultoria contratada para achar um novo executivo conclua seus trabalhos. Para João Carlos Santos e Pedro Montenegro, analistas do BTG Pactual, parte desse remanejo já era esperado para que as mudanças na companhia fossem realizadas. Em relatório, eles ainda dizem esperar reestruturações adicionais.
No entanto, o Itaú BBA vê a possibilidade de problemas de execução se darem no curto prazo por causa do buraco aberto na gerência da empresa. Mesmo assim, o analista Márcio Osako diz que o comunicado já era algo esperado. E o CEO já avisou que alterações mais profundas na administração podem ser anunciadas em até duas semanas.
Recomendação para os papéis
As duas casas de análise têm recomendação neutra para as ações. Enquanto Osako afirma que a performance é esperada em linha com a média do setor, ou market perform, Santos e Montenegro avaliam o desempenho como entre 10% e -10% contra a concorrência.
O preço justo do Itaú é de R$ 19, trazendo um potencial de valorização de 23,14% frente à cotação de 14 de fevereiro, enquanto o do BTG é de R$ 16, configurando um upside ainda mais reduzido, de 3,69%, na mesma comparação. O banco de André Esteves ainda afirma que a volatilidade para os papéis é normal no curto prazo.