SÃO PAULO - O Credit Suisse rebaixou a recomendação das ações da CSN (CSNA3) de outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutra. O banco também reduziu o preço-alvo para doze meses, de R$ 24,00 por papel para R$ 19,00 - o que configura um potencial de valorização de 8,57% em relação ao fechamento de sexta-feira (17).
Entre os fatores para o rebaixamento da recomendação estão a estimativa de queda na média dos preços do minério de ferro e a manutenção do preço do aço, mesmo em meio ao excesso de capacidade global. Para os analistas Ivano Westind e Carlos Louro, o minério de ferro continuará sendo o principal componente para os resultados da companhia, que deve se beneficiar de um novo projeto de aço longo a ser realizado em 2013.
A companhia deve gerar um fluxo de caixa sólido, com dividend yield de 4,4%. "No entanto, alinhado com os nossos pensamentos de margens mais estreitas para o aço e de menor crescimento das minas de minério de ferro brasileiro, nós ajustamos o nosso modelo para um aumento conservador da produção e das vendas na divisão de mineração da CSN", afirmam Westind e Louro. Desse modo, é esperado um crescimento marginal da divisão de minério de ferro e nas vendas de aço plano em 2012.
Sem catalisadores no curto prazo
Os analistas não veem catalisadores no curto prazo para os ativos CSNA3, devido ao atraso na expansão da produção do minério de ferro e às margens estáveis da divisão de aço. Além disso, avaliam que os elevados níveis da dívida da companhia continuam sendo uma preocupação para os investidores, principalmente em meio aos elevados gastos com juros e com as estratégias agressivas de fusões e aquisições.
Já com relação às novas plantas de produção de aço longo, cada uma com capacidade de 0,5 tonelada métrica por ano, Westind e Louro acreditam que pelo menos uma delas acabará em 2012, enquanto a companhia ainda executará detalhes sobre os dois projetos restantes. De acordo com os analistas, os preços do aço devem continuar dependendo muito fortemente dos preços internacionais.